vislumbres sobre visualidade

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Os designers de uma maneira em geral, estão acostumados a lidar com a tipografia e a imagem através de ferramentas que tem como principio básico um passado onde o papel, esquadro e lápis era o que se tinha para projetar fontes dentre outros projetos gráficos. Continuamos ajeitando curvas, criando círculos e diagramando revistas só que agora pelo computador , com o uso de uma interface que tenta imitar uma superficie como um papel, ou prancheta.

A computação permite propostas totalmente diferentes, e uma delas é através do uso da programação pelo designer. Com o processing (linguagem de programação baseada em java), base de tantas visualizações de dados surpreendentes, também é possível lidar com a tipografia de um modo diferente. Essa é a proposta do projeto prototype-o, da byte-foundry de Yannick Mathey.

Particularmente fiquei surpreendido com a rapidez e a precisão que o uso dessa ferramenta possibilita ao lidar com formas e letras. Ao invés de se ficar horas fazendo ajustes, com o uso de uma interface que tenta imitar o modo como lidamos com as coisas, temos uma que faz uso de ajustes precisos, projetada especificamente para o projeto de tipos, e que se mostra muito eficiente e automatizada. De fato, ela lida com as grandes fontes históricas e as mais conhecidas, mas não se limita a isso, o que nos dá uma possibilidade de criação e experimentação supreendentes.

O escritório norte-americano de design Counterspace fez uma extensa linha do tempo para contar toda a história da tipografia, de 15.000 anos antes de Cristo até o presente.

A linha do tempo é interativa. Para vê-la completa, clique na imagem abaixo.

Typefaces of the World é um pôster criado pelo designer e fotógrafo americano Shelby White para mostrar os tipos mais usados no mundo hoje em dia e suas respectivas origens.

Clique para ampliar.

A escolha das 50 tipografias foram baseadas por popularidade e utilidade no mundo do design atual, e o autor diz ter sido mera coincidência que as fontes tenham ficado divididas somente entre Estados Unidos e Europa, locais mais proeminentes para tipógrafos.

Seguindo a linha de mapas tipográficos, o Seagull’s Eye fez mais este que inclui algumas regiões da cidade-luz como Place de l’Etoile, Champs Elisées, Trocadero, Rivoli, Châtelet, Ile de Cité, Bastille, Belleville, Buttes Chaumont, Montmartre, Saint Germain, Odéon, Place d’Italie, Paris EXPO entre outras.

(via datavis e seagull’s eye)

Tudo ao nosso redor é composto por fractais, desde nosso próprio corpo até nossos pensamentos. Por isto mesmo, acredita-se ser esta a razão dessas formas nos parecerem belas e harmoniosas.

Nossas criações, no entanto, são feitas através da geometria euclidiana – triângulos, quadrados, círculos, etc, o contrário da geometria fractal. Então, o projeto do escritório sueco de design Neobrand é justamente não engessar o texto na forma estática.

Partindo do princípio que a letra para representar o som, que não é estático por ter uma infinidade de tonalidades, não deve ser apresentada euclianamente, por assim dizer, conclui-se  que os fonemas e textos devem ter um fractal particular. Desta forma, os poemas, apesar de estarem no mesmo suporte, o livro, adquirem a forma do pensamento e das realidades de seu autor.

livro “Terrain”, de A.R. Ammons

Este projeto contemplou estudos em estruturalismo na fonética e como diferentes textos deve ser representados de modo mais fractal.

 

(via Neobrand)

Visualização da origem dos idiomas que utiliza tipografia e diferentes cores.

São apresentadas 50 famílias de idiomas e suas subdivisões (nas legendas).

Clique para visualizar o mapa completo.

Por ser um tema complexo e controverso, o autor explica que “o mapa está em mudança constante”.

É uma forma interessante de visualizar a origem dos idiomas, mas será que suas subdivisões não poderiam ter sido melhor exploradas?

Via Visualizing

O projeto ghin criou um calendário bem peculiar. Basicamente tipográfico, ele distribui os 365 dias do ano 2010 de forma uniforme e circular e utiliza diferentes cores para agrupar meses e semanas. Além disso, também apresenta o ciclo lunar e o ano atual em diferentes calendários (chinês, hindu, etc.).

Uma maneira simples porém inusitada de apresentar uma informação a qual estamos tão habituados.

O pôster pode ser comprado aqui.

Via @datavis


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