vislumbres sobre visualidade

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Uma das notícias mais veiculadas pela mídia nesta semana diz respeito à marca de 7 bilhões de habitantes no planeta, alcançada simbolicamente no dia de ontem, 31 de outubro de 2011.

Nesta visualização publicada no site do The Guardian, é possível comparar os dados populacionais dos anos de 1950 e 2010 de diversos países, bem como uma expectativa para o ano de 2100.

Segundo projeções das Nações Unidas, a população mundial deve chegar a oito bilhões em 2025 e a dez bilhões em 2083, mas esses números ainda podem variar dependendo de diversos fatores, como expectativa de vida, acesso a controle de natalidade e taxas de mortalidade infantil (Fonte: G1). Em 1800, a população do mundo era de 1 bilhão; em 1930, 2 bilhões; em 1960, 3 bilhões; em 1974, 4 bilhões; em 1987, 5 bilhões; em 1999, 6 bilhões; em 2011, 7 bilhões (Fonte: Blog do Tas). Esses são apenas alguns dos diversos dados apresentados em sites de notícias. O G1 criou uma animação que apresenta curiosidades com relação ao marco. Confira:

Ao longo de suas aulas de estatística, o professor sueco Hans Rosling foi percebendo que existem muitas ideias pré-definidas nos estudantes sobre temas de tendências globais, como expectativa de vida, mortalidade infantil, taxas de pobreza entre outros.  Segundo o professor, é necessária uma melhor comunicação na transferência desses dados para a população.

Pensando nisso, começou a desenvolver um software que apresentasse essas informações de forma clara, intuitiva, divertida e inovadora. O resultado mostra notícias surpreendentes sobre o desenvolvimento global, desmascarando alguns mitos existentes. Nas mãos de Hans, tendências mundiais na área da saúde e economia ganham vida. Como por exemplo, em sua relação entre taxa de fertilidade e expectativa de vida, onde ele mostra as mudanças ao longo das décadas, desmistificando a ideia de que locais com alto índice de fertilidade possuem uma menor expectativa de vida. Para isso são utilizadas bolhas coloridas representando os países, e sua variação de tamanho é proporcional ao tamanho da população, uma animação é criada para mostrar as modificações dos dados ao longo das décadas.

Nesse vídeo, Hans apresenta um pouco sobre seu trabalho e suas experiências, de forma interessante e divertida, vale a pena conferir.

Já estamos mais que acostumados à forma das pirâmides etárias. Na série a seguir, Jorge Camões criou uma alternativa à sua aparência padrão, que chamou de “bonitas, mas terríveis pirâmides populacionais”.

Cada imagem busca demonstrar a população em grupos de idades no período de 1981 (cor mais escura) a 2050 (cor mais clara). As faixas etárias (de 0 a 100 ou mais anos) são representadas no eixo Y, e a distribuição populacional, que vai até 20%, no eixo X.

Ao se visualizar este gráfico com legendas, fica mais fácil de entender: (neste caso, há a separação por sexo, ao contrário das demais visualizações)

population-pyramid-qatar-by-sex

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population-pyramid-japan population-pyramid-us population-pyramid-russia population-pyramid-angola

No fim, os gráficos simplesmente substituem as tradicionais barras por linhas suaves.

Para ver gráficos de outros países, visite seu site.

É isso mesmo, você não leu errado, 2100.

Esta visualização foi produzida pelo estudio de design espanhol Bestiaro, utilizando a linguagem Impure, desenvolvida por eles. O trabalho foi encomendado pelo Data Blog do Guardian, a partir de dados estimados pela ONU para 2100. Segundo este cálculo, neste ano, a população mundial terá alcançado a estonteante de cifra de 10 bilhões de pessoas.

Com o gráfico interativo é possível visualizar e comparar os dados de diversos países.

O clip musicado acima não deixa dúvida: “It’s all about money”. Mas trata-se apenas uma forma bem humorada de apresentar alguns dos muitos mapas disponíveis no site Worldmapper. A proposta do site é produzir e disponibilizar mapas redimensionados de acordo com o tema abordado (educação, transporte, alimentação, trabalho, etc). Mapas de visualizações relacionadas à população mundial também são desenvolvidos no site Worldpopulationatlas, de onde obtive a figura abaixo sobre a distribuição da população do Brasil, inspirada em um inseto.

O trabalho é organizado por uma equipe interdisciplinar predominantemente relacionada à Universidade de Sheffield.  Danny Dorling é um dos pesquisadores e foi do site do seu grupo de pesquisa, Desigualdades sociais e espaciais (Social and Spatial Inequalities) que eu retirei o clip acima. Diversas fontes de dados são utilizadas e muitos mapas são liberados em PDF com explicações adicionais.

No primeiro momento, os resultados podem chocar por conta da deformação das fronteiras, mas é uma forma original e proveitosa de utilizar mapas-mundi. Não pude me aprofundar, mas gostaria de saber como as relações entre dados e a área de cada país são consideradas nos cálculos matemáticos.

Pirâmide da população da Islandia com animação do seu crescimento ao longo dos anos. Depois da Segunda Guerra há uma visível explosão. (via FlowingData)

Esta página foi retirada do primeiro atlas estatístico publicado nos Estados Unidos. É uma infografia antes da infografia. Mostra a distribuição da população por atividades de acordo com o censo de 1870.

Olhando rápido parece um patchwork. Pensando “com os olhos de hoje”, lembra alguns trabalhos de visualização artística de dados. Mesmo porque exitem artistas contemporâneos trabalhando sobre os dados deste mesmo censo. Acompanhe nos próximos posts.

Se você tiver interesse, pode recuperar as páginas do atlas de 1870 no site da Biblioteca do Congresso. (via radicacartography e boingboing)


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