vislumbres sobre visualidade

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Pavel Novak, aluno da Faculdade de Comunicação Multimídia da Universidade Tomas Bata, da República Tcheca,
desenvolveu um aplicativo de visualização 3D de quadros de Mondrian. Foi um pequeno experimento para pensar a composição espacial a partir das obras do pintor.

Pavel Novak - Mondrian

Pavel Novak - Mondrian

Pavel Novak - Mondrian
 

Você pode conferir o aplicativo aqui!

Mondrian já foi lido e relido em diversos suportes  por vários artistas, ele mesmo já havia feito uma leitura espacial de seus quadros na maquete para a peça “Ephémere est eternel” do do diretor belga Michel Seuphor.

Mondrian - Ephemere Est Eternel set

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Arthur Buxton é um artista inglês especializado em visualização de cores. Na série de posters realizadas para a exposição Color Extraction and Triangulation, o artista selecionou artistas, como Van Gogh e Matisse, e coletou as cores de seus quadros expondo em gráficos de ‘torta’.

Arthur Buxton

Arthur Buxton

Arthur Buxton

A série de paisagens apresentadas por Joan Fontcuberta em ‘Landscapes Without Memories’ causam um certo estranhamento a primeira vista.

Joan Fontcuberta - Orogenesis Dali

Joan Fontcuberta - Orogenesis Pollock

Joan Fontcuberta - Orogenesis Weston

Por mais realistas que sejam, não parecem reais e realmente não são.
A série Orogenesis do artista espanhol é uma subversão de um software. O artista utilizou um software desenvolvido pelas forças aéreas americanas para ler mapas e convertê-los em um ambientes 3D virtuais, acrescentando altura ao mapa.
Fontcuberta utilizou este software, porém utilizando pinturas de artistas diversos, gerando paisagens inexistentes.

O diferencial deste processo de visualização é que ele parte de uma imagem para gerar outra imagem, ao contrário das visualizações que partem de dados abstratos e números. Estas obras são resultado de uma remediação interna em que uma obra visual é visualizada de uma forma completamente diferente da original, de forma que a ligação entre o original e a obra remediada, na maioria das vezes é quase imperceptível.

Joan Fontcuberta - Orogenesis TURNER

Joan Fontcuberta - Orogenesis Kandinsky

Joan Fontcuberta - Orogenesis Derain

As imagens acima são de desenhos em tamanhos grandes e pinturas a óleo de Jonathan Zawada. A topografia da paisagem foi obtida a partir de dados, posteriormente modelados em 3D e pintados a óleo. Os conjuntos de dados empregados por Zawada podem ser surpreendentes como, por exemplo, o uso da maconha/ano por 12 alunos comparado à vendas de discos de vinil e CDs entre 1975 e 2000;  ou ainda o valor da terra por metro quadrado no Second Life comparado ao valor da terra por metro quadrado em Dubai entre 2007 e 2009. Os dados são manipulados através de um programa fractal 3D de modo a criar um ambiente que imita uma paisagem montanhosa.

As paisagens pintadas são uma resposta à realidade “virtual” das experiências digitais, destacadas pelo nivelamento intrínseco e a paleta de cores surreais. Invocando a hipótese robótica de “Uncanny Valley”, os trabalhos têm uma qualidade andróide, um senso de realidade, mas não muito, o que deixa uma incomoda sensação de algo ao mesmo tempo familiar e dessemelhante.

“Uncanny Valley” é uma hipótese da robótica sobre as reações emocionais dos seres humanos em relação aos robôs e outras entidades não-humanas. Foi introduzida pelo roboticista japonês Masahiro Mori em 1970 e defende que as atitudes quase-humanas de robôs provoca repulsa nos humanos. O “vale” em questão é um afundamento no gráfico das reações humanas às semelhanças do robô.

(via Barbara Castro via http://www.triangulationblog.com)