vislumbres sobre visualidade

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Visualizar 20 anos do comportamento e composição da economia de diversos países do mundo. É exatamente a proposta que foi apresentada em forma de um atlas pelos economiastas Ricardo Hausamann e César Hidalgo.

O projeto apresenta o perfil econômico das nações e seus potenciais de desenvolvimento econômico por diversas visualizações, diferente de tudo o que você poderia esperar de um relatório como esse. Neste trabalho, depara-se com estruturas e representações econômicas tão complexos quanto a economia pode ser, mais ao mesmo tempo o que se observa são gigantescas quantidades de dados que varrem diversos anos de análise da economia resumidas em estruturas visuais. Pode parecer difícil a primeira vista entender a complexidade das estruturas visuais criadas, mais com uma certa dose de paciência, em questão de minutos, compreensões e análises de anos de dados começam a fluir.

A ideia por trás do projeto é apresentar o potencial de desenvolvimento das nações. Economias mais diversificadas tem maiores potenciais de produzir produtos mais complexos no futuro. Para se chegar a esse potencial a educação e a conectividade individual do cidadão com o todo são críticos no desenvolvimento do conhecimento coletivo de um país. É esse conhecimento coletivo que possibilitará a diversificação da economia, uma vez que, atrai e cria industrias não existentes.

O projeto não só ajuda o cidadão comum a entender dados tão complexos e extensos, mais economistas, investidores e governos, constituindo-se como uma ferramente para ajudar pessoas e governos a entender melhor o comportamento econômico de seus países, bem como a natureza complexa da economia.

Você pode ver e interagir com o projeto aqui.

Singapura possui um dos maiores portos de transportes de containers e também um aeroporto com muito movimento. As visualizações desenvolvidas pelo MIT SENSEable City Lab procuram entender como a ilha é afetada pelo movimento constante de pessoas e bens que por lá circulam. De onde vem e para onde vai este fluxo? O que fica?

Os dados foram obtidos de fontes variadas e examinam redes relacionadas ao cotidiano como o transporte comercial, o tráfego de taxis, consumo de energia e mudanças na temperatura local.

(via flowingdata)

Atualmente o grande diferencial entre nós é a capacidade de compreender. Não é uma tarefa fácil. Compreender o que o outro lhe diz, deseja ou sequer imagina, seja em um relacionamento pessoal, seja em um relacionamento profissional representa perspicácia e a sutil diferença entre o fracasso e o sucesso.

No Design, compreender é fundamento básico. Se você não compreende o que deseja comunicar, nem a mídia em que o projeto está ou as necessidades do receptor dessa informação, a chance de acontecerem ruídos e de a comunicação não se estabelecer em sua totalidade crescem exponencialmente.

Esse processo se faz ainda mais necessário no caso dos dados e, posteriormente, a visualização de dados. Com a junção do computador e dos bancos de dados, eles “apareceram” por todos os lados e o design de informação ou infografia veio, entre outras coisas, facilitar essa compreensão.

Se até aqui tudo parece óbvio para você, leitor, então chegou a hora de transcender.

A união de design de informação e cartaz, assim como infografia e animação/web combinam tanto que temos diversas aplicações para todos os gostos aqui no blog como internet a fora, basta pesquisar.

Mas… E se…

E se unissem Visualização de Dados e Identidade Visual?

Não consegue compreender? Veja abaixo.

O MIT Media Lab, um dos mais reconhecidos centros de pesquisa do mundo, contratou  E. Roon Kang e o estúdio The Green Eyl para projetarem sua nova identidade visual.

O desenho faz alusão a três spots de luz que se encontram. Os designers então criaram um algoritmo que, baseado nos três spots mais 12 combinações de cores (sem entrar na discussão sobre o degradê e a escolha das mesmas) criou-se nada mais do que 40 mil variações do logotipo. O video abaixo dá uma noção de como tudo funciona.

O diferencial:
Foi criado uma aplicação web onde cada funcionário faz um login e lá escolhe uma das 40 mil opções. Depois da escolha feita, ninguém mais poderá usar aquela variação. O logo altamente dinâmico se torna exclusivo. Fazendo as contas, isso dá ao MIT Media Lab mais ou menos 25 anos de cartões de visitas inéditos.

E ai, compreendeu agora?

Fonte: LogoBr