vislumbres sobre visualidade

Posts Tagged ‘mapas

Visualização da origem dos idiomas que utiliza tipografia e diferentes cores.

São apresentadas 50 famílias de idiomas e suas subdivisões (nas legendas).

Clique para visualizar o mapa completo.

Por ser um tema complexo e controverso, o autor explica que “o mapa está em mudança constante”.

É uma forma interessante de visualizar a origem dos idiomas, mas será que suas subdivisões não poderiam ter sido melhor exploradas?

Via Visualizing

“Estou esperando pelo dia em que, se você falar para alguém ‘Sou da internet’, em vez de rir eles simplesmente perguntarão: ‘De que parte?'”

É assim que Randall Munroe, chargista do site xkcd, entitula o primeiro de seus mapas de comunidades online.

Os trabalhos são uma forma mais figurativa e lúdica de mostrar o tamanho das redes sociais virtuais, como Facebook, Myspace e cia. Além, é claro, de mostrar todo esse paralelismo entre realidades online e offline.

A primeira versão baseia-se na quantidade de membros para determinar o tamanho dos territórios, além de contextualizá-la dentro do universo (ou seria planeta?) da comunicação humana. Já o segundo mapa foi desenhado partir da quantidade de atividade dos usuários.

É interessante observar que Munroe deixa impressa (sim, os mapas são vendidos como pôster) a sua opinião a respeito dos grupos virtuais a partir dos nomes das regiões, mares e dos pontos cardeais na rosa-dos-ventos.

(via Flowingdata e xkcd)

O clip musicado acima não deixa dúvida: “It’s all about money”. Mas trata-se apenas uma forma bem humorada de apresentar alguns dos muitos mapas disponíveis no site Worldmapper. A proposta do site é produzir e disponibilizar mapas redimensionados de acordo com o tema abordado (educação, transporte, alimentação, trabalho, etc). Mapas de visualizações relacionadas à população mundial também são desenvolvidos no site Worldpopulationatlas, de onde obtive a figura abaixo sobre a distribuição da população do Brasil, inspirada em um inseto.

O trabalho é organizado por uma equipe interdisciplinar predominantemente relacionada à Universidade de Sheffield.  Danny Dorling é um dos pesquisadores e foi do site do seu grupo de pesquisa, Desigualdades sociais e espaciais (Social and Spatial Inequalities) que eu retirei o clip acima. Diversas fontes de dados são utilizadas e muitos mapas são liberados em PDF com explicações adicionais.

No primeiro momento, os resultados podem chocar por conta da deformação das fronteiras, mas é uma forma original e proveitosa de utilizar mapas-mundi. Não pude me aprofundar, mas gostaria de saber como as relações entre dados e a área de cada país são consideradas nos cálculos matemáticos.

O site Radical Cartography é produzido por Bill Rankin, cartógrafo e historiador,  que pesquisa novas formas para compreender o território e a vida urbana. Ele está finalizando seu doutorado em Harvard. Questionando as convenções cartográficas, ele utiliza técnicas de estatísticas e de design de informação. Seu site tem vários outros projetos, vale a visita.

As figuras acima são ainda mais interessantes no site de Rankin que mostra o mapa apenas quando passamos o mouse sobre a imagem. Abaixo o texto de abertura do seu site. Espero, para breve, traduzi-lo.

If we were able to take as the finest allegory of simulation the Borges tale where the cartographers of the Empire draw up a map so detailed that it ends up exactly covering the territory (but where the decline of the Empire sees this map become frayed and finally ruined, a few shreds still discernible in the deserts — the metaphysical beauty of this ruined abstraction, bearing witness to an Imperial pride and rotting like a carcass, returning to the substance of the soil, rather as an aging double ends up being confused with the real thing) — then this fable has come full circle for us, and now has nothing but the discrete charm of second-order simulacra.

Abstraction today is no longer that of the map, the double, the mirror or the concept. Simulation is no longer that of a territory, a referential being or substance. It is the generation of models of a real without origin or reality: a hyperreal. The territory no longer precedes the map, nor survives it. Henceforth, it is the map that precedes the territory — PRECESSION OF SIMULACRA — it is the map that engenders the territory and if we were to revive the fable today, it would be the territory whose shreds are slowly rotting across the map. It is the real, and not the map, whose vestiges subsist here and there, in the deserts which are no longer those of the Empire but our own: The desert of the real itself.

Jean Baudrillard, “The Precession of Simulacra”


LabVis no Facebook

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 34 outros seguidores