vislumbres sobre visualidade

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Sky Orquestra é um projeto que leva musica pelos ares, acordando as pessoas da cidade.

Já se apresentaram em vários países como Canadá, Suíça, Australia, a mais recente foi na Inglaterra, em Londres. O projeto é uma provocação em arte urbana e questiona os limites entre arte pública e espaço privado.

A orquestra é composta por 7 balões que flutuam por uma cidade, criando uma grande massa sonora. Os balões também são acompanhados via GPS, e você ver os trajetos assim como escutar cada balão isoladamente no site.

Achei o projeto muito interessante, gostaria de presenciar uma apresentação. A impressão que fica é como se de repente a vida fosse um filme e houvesse uma trilha sonora no mundo todo. Aqui tem um vídeo com o processo de montagem da apresentação em Sydney.

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O brasileiro Claudio Bueno idealziou e dirigiu o projeto Redes Vestíveis que consiste em “performance coletiva baseada numa rede virtual elástica, geolocalizada e graficamente representada nas telas de aparelhos celulares.”

Isto é, os participantes se conectam pelos celulares, formando uma rede em que cada pessoa é um nó. E através de sua movimentação geográfica, a rede desenhada na tela do telefone, pode se esticar e até arrebentar, para mostrar que os movimentos dos participantes também estão interconectados.

Para entender melhor, veja o vídeo abaixo.

O desenho através de coordenadas GPS é um processo que vem sendo explorado atualmente por vário artistas. O artista Daniel Michel, utilizou este processo em sua obra Spacial Traces. Acrescentando como dado a altitude do trajeto, além da latitude e longitude tradicionalmente usadas, tornou sua trajetória tridimensional. O caminho percorrido em um prédio do Parque Duisburg-Nord na Alemana, se transformou em uma escultura.

O artista utilizou as coordenadas do GPS para  gerar o traçado do caminho em um software 3D. Depois disso, utilizou uma impressora 3d para construir a escultura. Porém, ele não retirou as sobras que são necessárias para o processo de impressão. Assim, ele “construiu” não só o caminho, mas uma nova visão do prédio percorrido.

O interessante é que ele expôs a escultura 3D em cima de um retroprojetor, planificando novamente o que havia sido tridimencionalizado. Ao lado desta projeção, também era exibido o vídeo feito enquanto percorria o trajeto.

A escultura

O prédio

O caminho no google maps

O caminho no software 3D

A escultura exposta e suas projeções

(via Triangulation Blog)

Em outro post, apresentamos no blog alguns trabalhos do pioneiro do gps drawing, James Wood. Os exemplos que disponiblizamos nesta página foram obtidos em uma matéria do NYTimes. Em primeiro lugar, o que me chamou a atenção é que, neste caso, a expressão do movimento fixada em imagem não se coloca como uma proposta artística. São trabalhos de dois designers, sendo que um deles, Tomaz Berezinski, utiliza o formato mais como uma forma de estimular a própria atividade física.

É de Berezinski o desenho acima de uma cachorro. Vemos abaixo um dos experimentos de Vicente Montelongo, inspirado nos games da década de 1980.

Quem tiver um aparelho de gps em mãos, ou um smartphone, pode começar a fazer os seus próprios desenhos com o everytrail. Além de baixar o software, é possível postar os resultados neste mesmo site.

Traverse Me é um mapa desenhado a partir de caminhadas realizadas no campus da Universidade Warwick utilizando um GPS. O objetivo do artista Jeremy Wood é convidar o observador a um ponto de vista diferente do que o circunda, questionando novas possibilidades e inspirando uma leitura pessoal do movimento no campus.