vislumbres sobre visualidade

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Reflection II de Andreas Nicolas Fischer, é uma interpretação da música Reflection do holandês Frans de Waard. A música foi repartida em 12 pedaços e analisada pela frequencia para que pudesse ser esculpida em um bloco de mdf. Além da escultura, na exposição da peça havia um projetor que auxiliava a compreensão da visualização da música, que passava um feixe de luz, como se fosse um scanner sobre a parte que estava sendo reproduzida. Cada parte tinha o brilho encrementado de acordo com a quantidade de vezes que já havia sido repetido na música.

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Se Moisés moveu os mares, eu não sei, mas na escultura Tele-present Water o artista David Bowen conseguiu trazer o mar para a galeria, por tele-presença. O sistema recebe dados em tempo real do National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA que capta frequência, intensidade e movimento das ondas em um determinado ponto do Alaska e transfere para a escultura que reproduz as superfícies do mar, como se fosse um wireframe. A escultura estava exposta na Polônia.

E não foi só o mar que o artista ‘transportou’ para as galerias. O vento foi o tema de outra obra com processo similar, que captava a aceleração do vento em Minnesota e reproduzia nos gravetos dentro de uma galeria em Moscou.

Se você gosta de esculturas cinéticas e remapeamento de dados, vale a pena dar uma olhada nesse portfolio.

(via Triangulation Blog)

eCLOUD

Posted on: 27/06/2011

ecloud

Um projeto de Aaron Koblin, Nik Hafeermas e Dan Goods, a eCLOUD é uma escultura dinâmica inspirada no volume e comportamento de uma nuvem idealizada. Foi construída com placas de policarbonato que estão em constante mudança: podem variar da transparência ao opaco, de acordo com informações em tempo real do tempo do mundo inteiro, que por sua vez também são exibidas em um display.

A eCLOUD está localizada permanentemente entre os portões 22 e 23 do aeroporto internacional de San Jose, California.

Para mais detalhes, visite o site do projeto.

Natalie Miebach utiliza constantemente dados para criar suas séries de esculturas coloridas. A série ‘Sculptural Musical Scores’ tem um processo criativo bem interessante. A artista anota dados do clima de algumas cidades em partituras musicais que são posteriormente traduzidas em esculturas. Além disso, as partituras são entregues para músicos a interpretarem. Apesar do processo de utilização dos dados não ser muito bem esclarecido, o resultado é muito interessante, pois passeia por diferentes expressões artíticas. Transitando entre música, artes visuais e escultura.

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As músicas estão disponíveis no site.


Reflection II é uma escultura de som aumentado que representa uma peça musical. O movimento sonoro é indicado pela projeção de um scanner que passa, iluminando, o trecho da música que está sendo tocada. Obra do artista Andre Fischer. via @infosthetics.