vislumbres sobre visualidade

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Cinemetrics

Posted on: 27/09/2011

Cinemetrics é o projeto de graduação de Frederic Brodbeck que tem como objetivo visualizar e comparar variações de características em filmes. São analisados principalmente a estrutura de edição, cores, a linguagem e o movimento.

Brodbeck diz que a extração, processamento e visualização de dados de filmes não podem ser obtidos manualmente, e para isso programas foram desenvolvidos para cada etapa. Essas ferramentas foram feitas para ‘dissecar’ arquivos de vídeo em seus componentes e também para criar a versão interativa do projeto, onde o usuário pode gerar e comparar visualizações de diferentes filmes. Veja a demonstração:

Para mais detalhes, visite o site do projeto.

Veja também: Tons de um filme

A Philips, uma empresa que integra tecnologias e design, anunciou uma parceria com a Kvadrat Soft Cells, empresa especializada em soluções arquitetônicas, para o desenvolvimento de um revestimento para paredes que absorve a propagação do som e brilha em diferentes cores, emitidas por LEDs, promovendo além de um ambiente aconchegante uma economia de energia com iluminação.

O mais interessante é que os painéis não apenas são capazes de absorver o som, como podem reagir a ele, por exemplo, mudando de cor de acordo com o ritmo de uma música criado assim um número ilimitado de efeitos, sensações e atmosferas.
A textura é estruturada sobre painéis de alumínio leves. O revestimento é composto por camadas de materiais que suavizam a propagação do som. A tecnologia deve ser difundida inicialmente em ambientes comerciais, mas está destinada a chegar às residências num futuro próximo.

Arthur Buxton é um artista inglês especializado em visualização de cores. Na série de posters realizadas para a exposição Color Extraction and Triangulation, o artista selecionou artistas, como Van Gogh e Matisse, e coletou as cores de seus quadros expondo em gráficos de ‘torta’.

Arthur Buxton

Arthur Buxton

Arthur Buxton

Embora todo mundo saiba que os códigos de barras foram desenvolvidos para facilitar o recebimento e registro das mercadorias e estejam amplamente espalhados por aí (até mesmo como ícones de tatuagens), você sabe exatamente a informação que aqueles números guardam?

Uma resposta simples para essa pergunta pode ser encontrada em um dos bancos de dados de produtos na internet, que são basicamente grandes redes de conjuntos de dados de código nacional. Introduzir os números de um código de barras de 8, 12 ou 13 dígitos em um banco de dados de código internacional, retorna informações sobre o fabricante e o país de origem do produto. Além disso, cada código de barras é atribuído a um único produto no mundo, mas estes detalhes individuais são pouco visíveis a olho nu.

Foi ai que, se aproveitando desse banco de dados, Daniel A. Becker, um designer alemão que trabalha com visualização de dados, criou o Barcode Plantage, que transforma um simples código de barra de um produto em uma árvore única no jardim da globalização.

Funciona assim: um código de barras é digitado ou digitalizado, o programa envia uma solicitação ao banco de dados, que retorna um arquivo de dados mestre. Este arquivo de dados mestre é então analisado para definir posições, curvas e cores das curvas de Bezier da estrutura da árvore.  O número dessas curvas variam de acordo com o número de figuras no código. Simultaneamente, o usuário irá ouvir uma melodia, que é baseado nos números do código de barras.

Para completar a informação, são exibidos detalhes visualizado do país de origem, fabricante, número do produto e soma – cada um em uma única barra preta conectados por linhas finas. Uma vez que todos os dados estão sendo interpretados por um algoritmo que funciona completamente, sem qualquer aspecto aleatório, cada produto é representado por uma árvore característica e singular. O resultado, bastante interessante e visualmente bem trabalhado já estampou revistas e ganhou prêmios pelo mundo a fora.

Seguem abaixo alguns exemplos:

Se você quer saber como é a árvore do seu biscoito favorito, você também pode iniciar o seu próprio código de barras Plantage, basta entrar no site do projeto!

Se cada um de nós é uma máquina incessante de geração de dados, porque não COMPETIR por eles?

Assim foi criado o Chromaroma, um jogo multiplayer online que alia transporte público e visualização.

Funciona da seguinte maneira: O transporte público Londrino possui um cartão que pode ser utilizado nos ônibus, no metrô e até em aluguel de bicicletas públicas. Enquanto você vai usufruindo do seu cartão, os dados que vão sendo coletados dos seus trajetos pela cidade são convertidos em pontos. E você pode competir de diferentes formas com seus amigos, quem visitou mais lugares, ou quem chegou mais rápido do Big Ben ao Tate Modern, por exemplo.

Tá! E onde entra a visualização nessa história?

Ora, se todos esses dados estão sendo monitorados e transformados em pontos, eles podem ser visualizados de inúmeras formas diferentes no site do jogo, aonde você monitora seus pontos.

Chromaroma from Mudlark on Vimeo.

Chromaroma Visualisations from Mudlark on Vimeo.

Então, o jogo trata a informação de uma forma divertida, mas ainda pode ser utilizado como uma ferramenta política de incentivo ao transporte público, quem sabe até para o turismo, já que as Olimpíadas de Londres já são ano que vem. E é claro, contribui para a difusão da visualização de dados.

Flickr Flow é um projeto muito bacana e bem desenvolvido por Fernanda Viergas & Martin Wattenberg, em 2009.

Tudo começou porque ambos gostam de ver o mundo através de um fluxo de cor e com esse projeto puderam demonstrar visualmente o que estava em suas cabeças. E o fizeram muito bem, por sinal!

Ele é baseado em um algoritmo desenvolvido para a visualização de aniversário da revista WIRED que extrai o “pico” de cores de qualquer imagem. O banco de dados é uma coleção de fotografias de Boston Common retiradas do Flickr e o sistema calcula a proporção relativa das diferentes cores das fotos tiradas em cada mês do ano e as coloca em torno da roda. Abaixo, pode-se ver um scketch do círculo. No caso, o verão está no topo e o tempo segue como em um relógio.

Flickr Flow

O resultado engloba o fluxo e refluxo de cores sazonais. O detalhe abaixo representa as estações: inverno, primavera, verão e outono.

Flickr Flow - estações

A técnica foi usada na  “Flickr of Hope”, uma visualização para a seção Metric da Boston Magazine, em março de 2009. A Designer Heather Burke trabalhou juntamente com os criadores para desenvolver mais precisamente a noção de mês no circulo e incluir algumas fotos do Flickr.

Flickr of Hope

O site ColourLovers criou este infográfico a partir de uma pesquisa com 1000 pessoas, perguntando-lhes qual a cor que elas achavam que melhor descrevia o ano de 2010. Depois disso, estas cores foram associadas à tags usadas para descrever o sentimento ligado a elas.

Já é possível contribuir para o Color of The Year 2011 no site.

Clique na imagem para ampliá-la.

(via @datavis)

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