vislumbres sobre visualidade

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Fazer uma análise crítica de dados, é umas das diversas possibilidades que podem ser empregadas na visualização de dados. Diante da persistente divisão racial, em várias cidades americanas, o desenvolvedor Jim Vallandingham, criou esta interessante visualização, tendo como base os dados do IBGE americano, divulgados em 2010.

Ele fez uma abordagem visual, que enfatiza graficamente as dispariedades demográficas, no que se refere a ocupação territorial das cidades, enfatizando questões como a divisão terriorial, a existência de zonas raciais e suas relações com a cidade.

Na visualização, brancos e negros são representados por cor. Espaços demográficos com uma composição racial semelhante se agrupam e os que possuem uma composição dispare, se fragmentam e se afastam do resto.

Mais cidades e visualizações aqui, no site do projeto.

Sky Orquestra é um projeto que leva musica pelos ares, acordando as pessoas da cidade.

Já se apresentaram em vários países como Canadá, Suíça, Australia, a mais recente foi na Inglaterra, em Londres. O projeto é uma provocação em arte urbana e questiona os limites entre arte pública e espaço privado.

A orquestra é composta por 7 balões que flutuam por uma cidade, criando uma grande massa sonora. Os balões também são acompanhados via GPS, e você ver os trajetos assim como escutar cada balão isoladamente no site.

Achei o projeto muito interessante, gostaria de presenciar uma apresentação. A impressão que fica é como se de repente a vida fosse um filme e houvesse uma trilha sonora no mundo todo. Aqui tem um vídeo com o processo de montagem da apresentação em Sydney.

Cidades invisíveis é um projeto de visualização desenvolvido por Christian Marc Schmidt, designer alemão/americano e Xia Liangjie, artista e programadora de midia, que tem por objetivo criar em cima de um mapa de uma cidade real (com a ajuda de uma API do google maps) uma cidade mental.

Para isso são utilizados dados do twitter e do flickr, sempre que uma imagem ou mensagem é postada aparece em tempo real no mapa um nó na localização em que está ocorreu. A partir disso, uma elevação vai se formando de acordo com a quantidade de postagens de cada local.  Ao longo do tempo, observamos  a criação de diversas paisagens,  com montes e vales que representam áreas com alta e baixa densidade de dados, e que podem ser navegadas e exploradas.

Esse projeto cria novos reinos on-line, envolventes e tridimensionais. É uma experiência paralela ao ambiente urbano. A mistura de localizações existentes com imagens virtuais em tempo real, recria a dinâmica existente no mundo físico, onde a cidade representa as atividades humanas. E ao mesmo tempo resulta em diversas descobertas, memórias e cruzamento de informações.

“A cidade, no entanto, não conta o seu passado, mas o contém como as linhas de uma mão, escrito nos cantos da rua”

Italo Calvino, cidades invisíveis.

Abaixo um vídeo exemplo dessa visualização

Eric Fischer, o mesmo artista de um dos trabalhos deste post, criou uma visualização baseada na quantidade de fotografias tiradas por turistas e moradores de diversas cidades do mundo.

Os pontos azuis representam fotos tiradas por moradores (pessoas que fotografaram o mesmo local no intervalo de um mês ou mais). Os pontos vermelhos, as fotos tiradas por turistas (pessoas que parecem ser moradoras de outro lugar e que tiraram fotos desta cidade pelo período inferior a um mês). Já os pontos amarelos são as fotografias cujo fotógrafo não pôde ser determinado, pois não havia fotos suas publicadas há mais de um mês. De acordo com Fischer, é possível que sejam turistas, porém simplesmente não publicam fotos com frequência.

É possível observar no resultado que algumas cidades são fotografadas quase que inteiramente por turistas, enquanto outras possuem muitas fotos em locais que turistas não visitam.

Londres

londres

Nova Iorque

new york

Rio de Janeiro

rio

São Paulo

saopaulo

Cidades diversas, ordenadas pela quantidade de fotografias tiradas pelos moradores do local

cidades

No Flickr do artista é possível visualizar todo o conteúdo do trabalho, além de identificar alguns pontos principais de cada cidade.

Bill Rankin utilizou pontos coloridos para mapear a distribuição étnica dos moradores de Chicago. Cada ponto representa 25 pessoas, de acordo com a legenda acima.

Eric Fisher aplicou o método para outras cidades. Abaixo, o mapa de Nova York, utilizando o mesmo código de cores.


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