vislumbres sobre visualidade

Posts Tagged ‘Brasil

Mais um projeto desenvolvido no Laboratório da Visualidade e Visualização, As cores dos destinos turísticos brasileiros: produção de uma visualização tem como objetivo evidenciar as diferentes nuances entre 65 destinos turísticos brasileiros, destacados do site Dados e Fatos (Ministério do Turismo). A questão que se colocou, inicialmente, era qual seria um método interessante para visualizar a diversidade brasileira em seus variados climas e manifestações culturais.

Neste contexto, acreditamos que a criação de uma paleta de cor para cada destino turístico poderia funcionar como ponto de partida para uma análise mais profunda de base imagética. Dessa forma, partimos para o desenvolvimento de um método de elaboração de paletas individuais utilizando Processing (ambiente e linguagem de programação criados para para artistas e designers para desenvolvimento de imagens interativas).

Com esse objetivo, consideramos o emprego de material fotográfico de cada localidade. Optamos por obter as fotografias no site Flickr, rede social utilizada por fotógrafos amadores e profissionais para compartilharem suas fotos. Criamos um algoritmo para selecionar seis fotos de cada um dos destinos turísticos e organizá-las horizontalmente, tendo sido previamente reduzidas para o tamanho de 100 pixels na altura e largura. Para a obtenção da paleta, o algoritmo desenvolvido divide a imagem original por 15, vertical e horizontalmente, e obtém a cor do ponto central de cada setor, realizando uma amostragem das cores por meio da “grade virtual”. Assim, as cores predominantes da fotografia são dadas pela repetição em setores distintos, constituindo a paleta relativa a cada uma.

Podemos destacar, como próximas etapas: a otimização das paletas, redução da redundância nas cores de forma a facilitar a visualização da paleta cromática; obtenção da paleta de cada cidade, e não apenas de cada fotografia; e o desenvolvimento de uma interface interativa que permita ao usuário navegar entre os destinos turísticos, comparar cidades e ampliar cada fotografia.

O projeto encontra-se em desenvolvimento. Suas críticas, sugestões e opiniões são muito bem-vindas!

O brasileiro Claudio Bueno idealziou e dirigiu o projeto Redes Vestíveis que consiste em “performance coletiva baseada numa rede virtual elástica, geolocalizada e graficamente representada nas telas de aparelhos celulares.”

Isto é, os participantes se conectam pelos celulares, formando uma rede em que cada pessoa é um nó. E através de sua movimentação geográfica, a rede desenhada na tela do telefone, pode se esticar e até arrebentar, para mostrar que os movimentos dos participantes também estão interconectados.

Para entender melhor, veja o vídeo abaixo.

No post anterior, apresentei alguns infográficos sobre os dados da pobreza no Brasil divulgados pelo IPEA. Vamos prosseguir com este tema. Logo abaixo, vemos o infográfico publicado na Revista Época online no dia 13, data em que o trabalho do IPEA foi publicado. Ele é superior ao do Estadão principalmente por dois motivos. Em primeiro lugar, há um esquema de cor que agrupa a pobreza absoluta, separando-a da pobreza extrema de um modo que fica mais fácil vislumbrar o comparativo dos anos analisados. Em segundo lugar, há um balão que detalha o percentual da maior e da menor queda da taxa de pobreza extrema. Uma informação adicional que amplia a compreensão do gráfico.

Pensando no infográfico da Época (acima) e nos demais que foram postados ontem, me perguntei o porque da “coincidência” de um mesmo tipo de convenção na representação dos dados. Encontrei a resposta no material distribuído pelo IPEA: a mesma forma de organização em barras. Reproduzo abaixo a tela do pp distribuido pelo IPEA e que serviu de base para a maioria dos infográficos produzidos.

Finalmente, assisti ao Jornal Nacional para ver como o principal programa jornalístico da TV aberta apresentaria os dados da diminuição da pobreza no Brasil. É importante ressaltar que estamos tratando de uma outra midia, capaz de apresentar a informação de forma sequencial, ou seja, ao “leitor” não lhe é oferecido a escolha do que irá ler e em que ordem. Assim, na parte da matéria do JN em que houve interferência da arte, assistimos a um detalhamento do que é pobreza extrema (1/4 do salário mínimo por pessoa) para, em seguida, vermos a apresentação de um gráfico da diminuição desta faixa de miseráveis. O gráfico é bem produzido (em 3D), mas está sobre um fundo excessivamente escuro e poderia se organizar de outra maneira de forma a evidenciar as diferenças. A seguir, o JN informa o que esta diferença significa em número de pessoas, uma informação muito útil e importante mas que poderia ter sido apresentada na continuidade do próprio gráfico de barras e não em uma outra tela.  Em seguida, o que é muito o perfil da mídia TV, exemplifica-se comparativamente duas região (e não todas, como na internet) e dois estados. Para cada conjunto de dados, o mapa do Brasil se move (TV é movimento!). Algo dispensável.

O Instituto Brasileiro de Pesquisas Econômicas (IPEA) divulgou dados que apontam para a diminuição da pobreza nas diversas regiões do país. O trabalho analisou dados de 1998 e 2008, projetando a eliminação da miséria e apenas 4% de pobreza até 2016.  Ótimos dados para a sociedade e um bom assunto para ser explicado com infografia.

Encontrei dois infográficos sobre o tema na internet e os estou postando em sequência: primeiro o do Estadão e, em seguida, o do G1. Sou fã dos infográficos do Estadão, mas desta vez demorei um tempinho para entender o que estava sendo apresentado. Ou seja, o infográfico não ficou claro. Embora os dois gráficos sejam bastante simples e até parecidos, o fato do Estadão apresentar dados da pobreza extrema e da pobreza absoluta para cada um dos anos (1998 e 2008) criou uma espécie de ruído na leitura.  O G1 foi mais modesto na sua proposta, apresentando apenas as taxas de pobreza absoluta. Acho que existem formas de favorecer a informação sem que seja necessário reduzir o volume de dados. Neste caso, por exemplo, sugeriria ao pessoal do Estadão, de imediato, “abrir” um espaço entre os dois tipos de dados comparados. Mas, acho que outras soluções mais criativas poderão surgir com um pouco mais de tempo.

Como será que o “momento saída” é resolvido?

Esta é a pergunta que não quer calar.

Tags:

LabVis no Facebook

Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

Junte-se a 34 outros seguidores