vislumbres sobre visualidade

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O artista Jonathan Blaustein separou diferentes tipos de alimentos em porções equivalentes a 1 dólar e as fotografou sem retocá-las, utilizar luz artificial nem nenhum tipo de recurso para melhorar sua aparência.

Sobre esse trabalho, ele declara que está interessado em como a fotografia é utilizada para enganar as pessoas e critica o modo como a indústria alimentícia gasta milhões de dólares para ofuscar a realidade. Além disso, ele procura reforçar a importância dessa indústria nos dias atuais – e também o seu impacto.

Clique aqui para visualizar o trabalho completo e aqui para ler uma entrevista realizada com ele pelo NYTimes.

Via Datapointed

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O infográfico acima compara o meio de transporte, que os moradores dos estados americanos utilizam para ir ao trabalho, com o seu “nível de obesidade”. A cor azul é utilizada como índice de volume mas, é preciso prestar atenção como ele é empregado para cada tópico. O azul no boneco quer dizer mais gordo. No carro, que dirige mais. No transporte públice, bicicleta e a pé, significa que são menos utilizados. Em um primeiro momento, soa bem estranho, mas começa a fazer sentido quando observamos, por exemplo, os estados do Alabama ou as Carolinas do Norte e do Sul e vemos um monte de azul, inclusive no boneco gordão (via @datavis).

O infográfico apresenta um comparativo entre os gastos com alimentação dentro e fora de casa. Está organizado em ordem decrescente de gastos, o que não facilita encontrar uma cidade específica. A altura da barra está relacionado ao tamanho da população. Mas, só descobre isso quem olha o gráfico atentamente e procura por New York. O trabalho foi  Bundle, um site que objetiva mostrar como a população americana (Estados Unidos) gasta o seu dinheiro.

Neste último infográfico da série sobre comida/fome/gastos, assinalamos algumas observações que nos chamaram a atenção. Homens solteiros gastam mais com alimentação do que as mulheres solteiras. Os gastos dos solteiros apresentam maior variação ao longo do ano do que os gastos das familias. Idosos gastam menos em restaurantes. De fato, nenhuma conclusão surpreendente, mas um bom conjunto de infográficos.

Observe o contraste entre o tipo de alimento que é subsidiado nos Estados Unidos e o que é recomendado em termos nutricionais. Dá para entender por que um prato de salada é mais caro do que um Big Mac. Será que conseguimos encontrar dados brasileiros para este tipo de análise?

Custo por caloria

Produtos agropecuários frescos têm o mais alto custo por caloria, enquanto alimentos com alto índice glicemico (pão, massas, cereais e salgadinhos) são os mais baratos.

Calorias por 100g

As gôndolas de salgadinhos e cereais são as que apresentam produtos com maior quantidade de calorias por peso. Uma família de quatro pessoas irá se satisfazer mais rapidamente com estes itens do que com o que poderiam comprar com a mesma quantidade de dinheiro na seção de produtos agropecuários.

O infográfico acima aponta – ao mesmo tempo – para o poder da visualização de dados e para o aumento da fome nos Estados Unidos. Anne Mei Bertelsen do Mai Strategies e CauseShift trabalharam com JESS3, uma agência especializada em web design, branding e visualização de dados, para mostrar onde a dificuldade de obtenção de alimentos (“food insecurity”) convive com a obesidade.

O tema é excelente e a idéia do infográfico também é boa. Mas o resultado final não é muito claro, principalmente pelo emprego das bolinhas em cores mais fortes que fazem a comparação com a média nacional. Acho que a utilização de bolinhas-ícones para as taxas de pobreza, obesidade e assistência nutricional já seriam suficiente indicador de informação.