vislumbres sobre visualidade

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Lembrando-se do post de ontem? O mesmo designer Chris Harrison, após criar a visualização das referências cruzadas, decidiu criar um novo conjunto de dados obtidos a partir dos textos da Bíblia.

Ao contrário da “Bible Cross-References” que primava pelo estético, essa nova visualização se aprofundou mais na história da Bíblia em si, nos lugares e personagens, sendo só deles: 2.619 nomes. Ela se desenvolveu a partir da criação de uma ligação toda vez que dois nomes bíblicos apareciam em um mesmo versículo, o que produziu uma rede social de pessoas e lugares. Chris teve que usar um algoritmo de agrupamento espacial que ele mesmo havia desenvolvido para outros projetos já que o resultado do algoritmo não reproduzia uma ordenação ou estrutura como o “Bible Cross-References”. O resultado é esse que você vê abaixo:

 

Na rede social, entidades com menos de 40 conexões são desenhadas em um ângulo. Aqueles com 40 ou mais entidades ligadas são prestados na horizontal – tamanho é linearmente proporcional ao número de conexões. O gráfico contém mais de 10.000 conexões, demais para ser útil e, portanto, feito propositadamente fracas para não sobrecarregar a peça. Os nomes On, So e No foram excluídos uma vez que são os dois nomes e palavras já que o autor da visualização não fez um reconhecimento de entidades mencionadas ao analisar o texto.

Depois de criar a rede social, Chris possuia dados suficientes para criar uma nova visualização. Com a lista de nomes bíblicos já compilados, distribuída de forma clássica, que mostra onde várias pessoas e lugares ocorrem no texto. Grande parte da Bíblia é cronológica, para que haja uma ordenação forte temporal.

Visualmente, esta é toda a Bíblia impressa em uma única folha de papel (você precisa olhar para a versão de alta resolução para vê-lo). Flutuando sobre o texto são as pessoas e lugares que aparecem na Bíblia – mais de 2.600 nomes no total. Estes são posicionados de acordo com sua localização média no texto. Além disso, o tamanho da fonte é proporcional ao número de ocorrências no texto – o maior nome, o mais freqüentemente ele aparece. Os nomes On, Assim e Não foram excluídos mais uma vez.

A visualização tem três temas de cores. Além disso, como o gráfico é tão denso, existem duas versões extras para pessoas que realmente querem estudá-lo de perto.

Grids e designers são velhos amigos e, agora com a computação crescendo exponencialmente em nossa prática diária, temos a possiblilidade de gerar todos os tipos possíveis de um grid 3×4.

Patch Kessler criou este algoritmo. E ele não serve só para grids 3 x 4, mas também para grids n m. A base para ele foi o “método e sistema de recombinação de módulos geométricos para layout de telas” (EUA), por sua vez relacionado ao tatami, sistema matemático usado nas construções japonesas por mais de 1300 anos.

Para mais informações, clique aqui.

Download do pdf

Designed by Thomas Gaskin. Creative direction by Hugh Dubberly. Algorithms by Patrick Kessler. Patent belongs to William Drenttel + Jessica Helfand.


(via datavis @ tumblr)

Atualmente o grande diferencial entre nós é a capacidade de compreender. Não é uma tarefa fácil. Compreender o que o outro lhe diz, deseja ou sequer imagina, seja em um relacionamento pessoal, seja em um relacionamento profissional representa perspicácia e a sutil diferença entre o fracasso e o sucesso.

No Design, compreender é fundamento básico. Se você não compreende o que deseja comunicar, nem a mídia em que o projeto está ou as necessidades do receptor dessa informação, a chance de acontecerem ruídos e de a comunicação não se estabelecer em sua totalidade crescem exponencialmente.

Esse processo se faz ainda mais necessário no caso dos dados e, posteriormente, a visualização de dados. Com a junção do computador e dos bancos de dados, eles “apareceram” por todos os lados e o design de informação ou infografia veio, entre outras coisas, facilitar essa compreensão.

Se até aqui tudo parece óbvio para você, leitor, então chegou a hora de transcender.

A união de design de informação e cartaz, assim como infografia e animação/web combinam tanto que temos diversas aplicações para todos os gostos aqui no blog como internet a fora, basta pesquisar.

Mas… E se…

E se unissem Visualização de Dados e Identidade Visual?

Não consegue compreender? Veja abaixo.

O MIT Media Lab, um dos mais reconhecidos centros de pesquisa do mundo, contratou  E. Roon Kang e o estúdio The Green Eyl para projetarem sua nova identidade visual.

O desenho faz alusão a três spots de luz que se encontram. Os designers então criaram um algoritmo que, baseado nos três spots mais 12 combinações de cores (sem entrar na discussão sobre o degradê e a escolha das mesmas) criou-se nada mais do que 40 mil variações do logotipo. O video abaixo dá uma noção de como tudo funciona.

O diferencial:
Foi criado uma aplicação web onde cada funcionário faz um login e lá escolhe uma das 40 mil opções. Depois da escolha feita, ninguém mais poderá usar aquela variação. O logo altamente dinâmico se torna exclusivo. Fazendo as contas, isso dá ao MIT Media Lab mais ou menos 25 anos de cartões de visitas inéditos.

E ai, compreendeu agora?

Fonte: LogoBr

O projeto Visual Poetry já está em sua quinta edição. Ele começou por causa do festival literário Poetry on The Road. O designer e professor universitário Boris Müller foi comissionado para cuidar da identidade visual do festival. Apesar de os temas sempre mudarem, a representação é sempre a mesma: poesias transformadas em imagens a partir de algoritmos.

Poetry on the Road 2010 from Boris Müller on Vimeo.

O Visual Poetry de 2009 usou uma combinação de algoritmo de mapa-árvore (treemap) e gerador de código de barras Code128B. Cada palavra é representada por um triângulo, que corresponde à frequência da palavra. Da mesma forma, cada uma também tem seu código de barras, que preenche o referido triângulo. Desta forma, é possível decodificar o pôster usando o leitor de código de barras apropriado.

Já a edição de 2010, baseou-se no conceito de um mestre do origami. Cada poema é representado por uma escultura de dados feitas em um papel virtual, que é dobrado de maneiras extremamente complexas, sendo cada ponta corresponde a uma palavra do poema. Dependendo do comprimento e da frequência da palavra, a forma muda. O papel é, então, dobrado entre as pontas, resultando em abstratas formas tridimensionais.

Esse trabalho foi feito em Processing, com o auxílio da ferramenta P5Sunflow para o 3D.

Para mais imagens clique aquiaqui.

(via infosthetics)