vislumbres sobre visualidade

PostHistory é mais um dos interessantes trabalhos realizados por Fernanda Viégas. Segundo a autora, grande parte da nossa experiência no mundo tem a ver com a passagem do tempo e as mudanças que ocorrem conforme  ele passa. Ficamos mais velhos, nós acumulamos coisas, e os objetos que usamos começam a mostrar sinais de desgaste. No mundo virtual, porém, as coisas sempre possuem um olhar novo e não há qualquer sentido de acumulação. Assim surgiu a motivação para um projeto de visualização que mostrasse essas mudanças no mundo virtual.

A ferramenta escolhida para essa análise visual foi o e-mail, que muitas pessoas usam o mesmo por muito tempo, e todos os dias, tratando de assuntos tanto pessoais, quanto profissionais, desenvolvendo suas relações.

O objetivo é fornecer aos usuários uma experiência inovadora e rica de suas atividades de e-mail. Com esse projeto é possível olhar para trás e perceber nossas ações no mundo digital, a fim de compreender a escala de intensidade e formas que nossas interações tomaram nesse meio.

Todas as análises no PostHistory acontecem ao nível de cabeçalhos de mensagens. Isto significa que não é possível ter conhecimento do conteúdo das mensagens.

Assim, muitas coisas podem ser observadas, como por exemplo quando é que um novo laço apareceu em seu histórico de e-mail? Quantas mensagens são enviadas para você pessoalmente, em oposição a mensagens enviadas para listas de pessoas? O quão forte são os laços em sua rede (ou seja, qual é a freqüência de contato e quanto pessoais são aqueles contatos?) Quantas mensagens são enviadas em Cc para você?  E muitos outros aspectos interessantes e curiosos que cada usuário pode vir a descobrir.

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Visualizar 20 anos do comportamento e composição da economia de diversos países do mundo. É exatamente a proposta que foi apresentada em forma de um atlas pelos economiastas Ricardo Hausamann e César Hidalgo.

O projeto apresenta o perfil econômico das nações e seus potenciais de desenvolvimento econômico por diversas visualizações, diferente de tudo o que você poderia esperar de um relatório como esse. Neste trabalho, depara-se com estruturas e representações econômicas tão complexos quanto a economia pode ser, mais ao mesmo tempo o que se observa são gigantescas quantidades de dados que varrem diversos anos de análise da economia resumidas em estruturas visuais. Pode parecer difícil a primeira vista entender a complexidade das estruturas visuais criadas, mais com uma certa dose de paciência, em questão de minutos, compreensões e análises de anos de dados começam a fluir.

A ideia por trás do projeto é apresentar o potencial de desenvolvimento das nações. Economias mais diversificadas tem maiores potenciais de produzir produtos mais complexos no futuro. Para se chegar a esse potencial a educação e a conectividade individual do cidadão com o todo são críticos no desenvolvimento do conhecimento coletivo de um país. É esse conhecimento coletivo que possibilitará a diversificação da economia, uma vez que, atrai e cria industrias não existentes.

O projeto não só ajuda o cidadão comum a entender dados tão complexos e extensos, mais economistas, investidores e governos, constituindo-se como uma ferramente para ajudar pessoas e governos a entender melhor o comportamento econômico de seus países, bem como a natureza complexa da economia.

Você pode ver e interagir com o projeto aqui.

Uma das notícias mais veiculadas pela mídia nesta semana diz respeito à marca de 7 bilhões de habitantes no planeta, alcançada simbolicamente no dia de ontem, 31 de outubro de 2011.

Nesta visualização publicada no site do The Guardian, é possível comparar os dados populacionais dos anos de 1950 e 2010 de diversos países, bem como uma expectativa para o ano de 2100.

Segundo projeções das Nações Unidas, a população mundial deve chegar a oito bilhões em 2025 e a dez bilhões em 2083, mas esses números ainda podem variar dependendo de diversos fatores, como expectativa de vida, acesso a controle de natalidade e taxas de mortalidade infantil (Fonte: G1). Em 1800, a população do mundo era de 1 bilhão; em 1930, 2 bilhões; em 1960, 3 bilhões; em 1974, 4 bilhões; em 1987, 5 bilhões; em 1999, 6 bilhões; em 2011, 7 bilhões (Fonte: Blog do Tas). Esses são apenas alguns dos diversos dados apresentados em sites de notícias. O G1 criou uma animação que apresenta curiosidades com relação ao marco. Confira:

Você já se perguntou de onde veio aquele post bacana que você replicou no perfil de sua rede social? Ou ainda, qual a repercussão que ele obteve? É para responder essas questões que o google lançou o Google+ Ripples. Esta ferramenta permite visualizar em tempo real, a repercussão de um post nas redes do google+.

Nela é possível ver o perfil de origem do post, além da repercussão, representada pelos círculos que se desdobram da origem. Eles variam de tamanho conforme o peso que eles tiveram na repercussão do post. Desdobramentos em sua propriá rede de contatos criam círculos dentro dele mesmo.  É possível ainda  navegar pela timeline e observar o comportamento dos ripplies.

O mais bacana é que todos tem acesso a essa ferramente, e é possível verificar a repercussão de seus posts, de amigos, e daquele post misterioso, que você achou bacana e não sabe de onde veio.

Diferentemente das visualizações de dados que estamos acostumados a ver, que transformam nossas ações na internet em imagens digitais, a Data Currency cria objetos físicos a partir desses dados. Para os criadores do projeto, o estudio coreano Randomwalks, nossas ações cotidianas na rede, como por exemplo tuitar, atualizar o facebook e fazer buscas no google podem ser consideradas um trabalho. Para demonstrar o valor da força de trabalho que empregamos na internet, uma máquina converte-a no trabalho físico de tricotar.

Cada busca feita pelo usuário no google faz com que um sistema computacional de tricô comece a funcionar, produzindo uma peça gerada por seus dados de pesquisa.

Essa instalação demonstra que, cada vez mais, os dados que produzimos poderão ser usados como ponto de partida para a criação de objetos que materializem nossa atividade virtual.

Fazer uma análise crítica de dados, é umas das diversas possibilidades que podem ser empregadas na visualização de dados. Diante da persistente divisão racial, em várias cidades americanas, o desenvolvedor Jim Vallandingham, criou esta interessante visualização, tendo como base os dados do IBGE americano, divulgados em 2010.

Ele fez uma abordagem visual, que enfatiza graficamente as dispariedades demográficas, no que se refere a ocupação territorial das cidades, enfatizando questões como a divisão terriorial, a existência de zonas raciais e suas relações com a cidade.

Na visualização, brancos e negros são representados por cor. Espaços demográficos com uma composição racial semelhante se agrupam e os que possuem uma composição dispare, se fragmentam e se afastam do resto.

Mais cidades e visualizações aqui, no site do projeto.

Um trabalho realizado pela colaboração de Pierre La Baume, Hentschel Karen e Tiedemann Marc, sob a orientação do prof. Boris Müller e Max Steinbeis, motivados pelo debate sobre a retirada ou permanência das tropas aliadas no conflito afegão.

The afghan conflict

Durante a pesquisa sobre o tema perceberam que esse debate está pautado não em argumentos, mas numa batalha de cenários possíveis. Assim, “The afghan conflict” é uma tentativa de um resumo desses cenários, baseado em entrevistas com jornalistas, políticos e fundações políticas. Todos os lados parecem ter suas próprias visões positivas e negativas de como as coisas acontecerão no futuro, caso determinadas etapas sejam realizadas.

The afghan conflict

O objetivo não é fazer previsões sobre o futuro, mas dar uma visão geral sobre a problemática e sobre a complexidade da mesma. O projeto se baseia em uma linha do tempo atual que se divide nos cenários prováveis discutidos. Para isso, foi utilizado um design minimalista, com apenas linhas e tipografia, sem nenhuma referência a imagens polêmicas da guerra.

The afghan conflict

Ainda, pode ser comprado um pôster com 164×90 cm através do contato pelo site.