vislumbres sobre visualidade

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Que a zona do euro passa por uma crise de dívida não é novidade. Porém, muitas vezes, com a quantidade de informação que é despejada pelos noticiários, jornais e revistas, se torna difícil conectar dados numéricos com informações subjetivas. Pensando nesse tipo de problema, a BBC produziu uma simples visualização que explica de maneira eficaz a magnitude das dívidas que países adquiriram com bancos de outros países.

Você consegue visualizar o gráfico nesse link aqui. No gráfico, comprimento do arco indica o tamanho da dívida e as setas direcionadas ao país indicam a dívida.

Imagem do Gráfico - Eurozone Debt

A tecnologia utilizada para escrever esse código foi a biblioteca de JavaScript, jQuery e foi desenvolvida de maneira bem simples. O jQuery está crescendo como uma boa alternativa de código para transformar visualizações manuais em aplicativos web.

Quando pensamos em visualização de dados, programação é uma das primeiras coisas que vêm à nossa mente. Entretanto, a designer Stefanie Posavec mostra que há outros aspectos muito importantes inerentes ao método de desenvolvimento de uma visualização, como o levantamento e a análise de dados e seu próprio design.

Ela explica que não sabe programar e que se interessa muito pelo processo de análise meticulosa de livros, linguagem e números. Ela diz que um dos fatores que mais a interessam em visualização de dados é a possibilidade de trazer à tona informações que passam despercebidas em uma análise inicial.

Escrevendo sem palavras é um de seus trabalhos e encontra-se em nosso blog.

PostHistory é mais um dos interessantes trabalhos realizados por Fernanda Viégas. Segundo a autora, grande parte da nossa experiência no mundo tem a ver com a passagem do tempo e as mudanças que ocorrem conforme  ele passa. Ficamos mais velhos, nós acumulamos coisas, e os objetos que usamos começam a mostrar sinais de desgaste. No mundo virtual, porém, as coisas sempre possuem um olhar novo e não há qualquer sentido de acumulação. Assim surgiu a motivação para um projeto de visualização que mostrasse essas mudanças no mundo virtual.

A ferramenta escolhida para essa análise visual foi o e-mail, que muitas pessoas usam o mesmo por muito tempo, e todos os dias, tratando de assuntos tanto pessoais, quanto profissionais, desenvolvendo suas relações.

O objetivo é fornecer aos usuários uma experiência inovadora e rica de suas atividades de e-mail. Com esse projeto é possível olhar para trás e perceber nossas ações no mundo digital, a fim de compreender a escala de intensidade e formas que nossas interações tomaram nesse meio.

Todas as análises no PostHistory acontecem ao nível de cabeçalhos de mensagens. Isto significa que não é possível ter conhecimento do conteúdo das mensagens.

Assim, muitas coisas podem ser observadas, como por exemplo quando é que um novo laço apareceu em seu histórico de e-mail? Quantas mensagens são enviadas para você pessoalmente, em oposição a mensagens enviadas para listas de pessoas? O quão forte são os laços em sua rede (ou seja, qual é a freqüência de contato e quanto pessoais são aqueles contatos?) Quantas mensagens são enviadas em Cc para você?  E muitos outros aspectos interessantes e curiosos que cada usuário pode vir a descobrir.

Visualizar 20 anos do comportamento e composição da economia de diversos países do mundo. É exatamente a proposta que foi apresentada em forma de um atlas pelos economiastas Ricardo Hausamann e César Hidalgo.

O projeto apresenta o perfil econômico das nações e seus potenciais de desenvolvimento econômico por diversas visualizações, diferente de tudo o que você poderia esperar de um relatório como esse. Neste trabalho, depara-se com estruturas e representações econômicas tão complexos quanto a economia pode ser, mais ao mesmo tempo o que se observa são gigantescas quantidades de dados que varrem diversos anos de análise da economia resumidas em estruturas visuais. Pode parecer difícil a primeira vista entender a complexidade das estruturas visuais criadas, mais com uma certa dose de paciência, em questão de minutos, compreensões e análises de anos de dados começam a fluir.

A ideia por trás do projeto é apresentar o potencial de desenvolvimento das nações. Economias mais diversificadas tem maiores potenciais de produzir produtos mais complexos no futuro. Para se chegar a esse potencial a educação e a conectividade individual do cidadão com o todo são críticos no desenvolvimento do conhecimento coletivo de um país. É esse conhecimento coletivo que possibilitará a diversificação da economia, uma vez que, atrai e cria industrias não existentes.

O projeto não só ajuda o cidadão comum a entender dados tão complexos e extensos, mais economistas, investidores e governos, constituindo-se como uma ferramente para ajudar pessoas e governos a entender melhor o comportamento econômico de seus países, bem como a natureza complexa da economia.

Você pode ver e interagir com o projeto aqui.

Uma das notícias mais veiculadas pela mídia nesta semana diz respeito à marca de 7 bilhões de habitantes no planeta, alcançada simbolicamente no dia de ontem, 31 de outubro de 2011.

Nesta visualização publicada no site do The Guardian, é possível comparar os dados populacionais dos anos de 1950 e 2010 de diversos países, bem como uma expectativa para o ano de 2100.

Segundo projeções das Nações Unidas, a população mundial deve chegar a oito bilhões em 2025 e a dez bilhões em 2083, mas esses números ainda podem variar dependendo de diversos fatores, como expectativa de vida, acesso a controle de natalidade e taxas de mortalidade infantil (Fonte: G1). Em 1800, a população do mundo era de 1 bilhão; em 1930, 2 bilhões; em 1960, 3 bilhões; em 1974, 4 bilhões; em 1987, 5 bilhões; em 1999, 6 bilhões; em 2011, 7 bilhões (Fonte: Blog do Tas). Esses são apenas alguns dos diversos dados apresentados em sites de notícias. O G1 criou uma animação que apresenta curiosidades com relação ao marco. Confira:

Você já se perguntou de onde veio aquele post bacana que você replicou no perfil de sua rede social? Ou ainda, qual a repercussão que ele obteve? É para responder essas questões que o google lançou o Google+ Ripples. Esta ferramenta permite visualizar em tempo real, a repercussão de um post nas redes do google+.

Nela é possível ver o perfil de origem do post, além da repercussão, representada pelos círculos que se desdobram da origem. Eles variam de tamanho conforme o peso que eles tiveram na repercussão do post. Desdobramentos em sua propriá rede de contatos criam círculos dentro dele mesmo.  É possível ainda  navegar pela timeline e observar o comportamento dos ripplies.

O mais bacana é que todos tem acesso a essa ferramente, e é possível verificar a repercussão de seus posts, de amigos, e daquele post misterioso, que você achou bacana e não sabe de onde veio.

Diferentemente das visualizações de dados que estamos acostumados a ver, que transformam nossas ações na internet em imagens digitais, a Data Currency cria objetos físicos a partir desses dados. Para os criadores do projeto, o estudio coreano Randomwalks, nossas ações cotidianas na rede, como por exemplo tuitar, atualizar o facebook e fazer buscas no google podem ser consideradas um trabalho. Para demonstrar o valor da força de trabalho que empregamos na internet, uma máquina converte-a no trabalho físico de tricotar.

Cada busca feita pelo usuário no google faz com que um sistema computacional de tricô comece a funcionar, produzindo uma peça gerada por seus dados de pesquisa.

Essa instalação demonstra que, cada vez mais, os dados que produzimos poderão ser usados como ponto de partida para a criação de objetos que materializem nossa atividade virtual.