vislumbres sobre visualidade

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Assim como Beatles, uma outra das maiores bandas de todos os tempos não poderia ficar de fora de ter sua história em um gráfico. As formas abstratas captam bem a estética e músicas produzidas pelo Pink Floyd, conduzindo observador a uma viagem informativa e sensorial (se estiver, assim como eu, ouvindo Pink Floyd enquanto lê o infográfico). Aqui você pode conferir outros gráficos interessantes do mesmo autor.

O Liveplasma é um serviço visual de busca, baseado nas indicações do site da Amazon.com. Ao digitar um artista ou filme, ele retorna em forma de esferas outros nomes relacionados a primeira pesquisa. Sua interface permite uma visualização de como esses grupos estão associados.

Buscando pelo artista Michael Jackson, o Liveplasma mostra artistas como Diana Ross e a própria banda The Jacksons 5. Além dessas esferas de relações, ele exibe na lateral álbuns do artista, que redirecionam diretamente a Amazon. No caso de filmes, ele mostra uma breve sinopse.

A grande contribuição é partindo dos seus gostos, sugerir gêneros, artistas, músicas, além de filmes similares ao que você gosta, facilitando a descoberta de novos.


3 Dreams Of Black, do realizador Chris Milk, é um projeto experimental que demonstra as capacidades do WebGL do Google Chrome, levando a experiência interativa para o Pc(ou Mac) de qualquer um, com geometria tridimensional e livre controle de navegação em tempo real. Ou seja, você navega pelo videoclipe!

Há outros exemplos disso, também do Chris Milk, como o videoclip interactivo de “The Wilderness Downtown” da banda Arcade Fire.

Nota: para assistir aos vídeos, é necessário utilizar o Google Chrome.

Quem acompanha o blog,  já deve conhecer Pedro Miguel Cruz, designer português responsável por diversos trabalhos na área de visualização de dados.

Hoje irei falar do Sync/Lost, que é uma instalação multimidia, desenvolvido por Miguel durante seu estágio no Brasil na agencia de design interativo 3bits.

No espaço um grupo de usuários interage com uma interface, através do controle do wii, e com isso os usuários criam novos sons em tempo real. Por essa interface o usuário navega por vários estilos e rítmos clássicos da musica eletrônica, além de poder contar com informações sobre suas origens. E é com estes rítimos e estilos que o usuário consegue criar novos sons, combinando-os com os outros usuários e transformando tudo em uma grande experiência coletiva.

O trabalho foi desenvolvido em processing, linguagem de programação voltada para fins visuais, e com ele foi possível juntar a visualização da musica, a manipulaçao de sons e informações referente as suas origens ou seja uma interessante experiencia imersiva.

Sem sombra de dúvidas, a música é um amor mundial. O grande sucesso do iPod, o expressivo número e preço dos ingressos para shows e o grande fantasma da pirataria, entre muitos outros pontos, são pequenas provas de que a música está em todo o lugar, comprovando a frase que Nietzsche uma vez disse: “Sem música a vida seria um erro”.

Também somos apaixonados e estamos sempre postando novas formas de visualização de músicas, então ai vai mais uma dica! A novidade é para os amantes da expressão musical que estão cansados da maioria dos visualizadores de músicas que trabalham baseados na saída da música e que agora poderão baixar o Planetary. Se trata de um aplicativo gratuito criado Bloom Studio, (um estúdio só de visualização de dados, vale a visita!) que organiza suas músicas na forma de sistemas solares: as bandas são estrelas, os álbuns viram planetas e cada faixa, uma lua. Infelizmente, o aplicativo está disponível somente para iPad. Dê play e admire seu universo musical!

 

O desenvolvimento de infográficos pode ser uma excelente ferramenta de pesquisa para se aprofundar em estudos. Não somente as aplicações mais recorrentes que normalmente se utilizam de estatísticas, mas a visualização de dados pode demonstrar quão frequente uma relação ocorre, ou evidenciar padrões e práticas em narrativas por exemplo. Um bom exemplo da diversidade de abordagens infográficas sobre um assunto é o projeto Charting The Beatles. Uma iniciativa de Michael Deal em investigar diferentes aspectos da produção artística dos Beatles em diversos infográficos. O designer convida quem tiver interesse no projeto para contribuir com suas próprias visualizações. Isso é que é ser um beatlemaníaco! O projeto já possui diversos posters!

A auto-referência nas letras

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Auto referencia - Detalhe

O nível de colaboração entre os músicos

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Colaboração x Autoria - Detalhe

A agenda  

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Agenda - detalhe

Gostou? Lembra deste post? Os cabelos dos Beatles de 63 a 70!

A Philips, uma empresa que integra tecnologias e design, anunciou uma parceria com a Kvadrat Soft Cells, empresa especializada em soluções arquitetônicas, para o desenvolvimento de um revestimento para paredes que absorve a propagação do som e brilha em diferentes cores, emitidas por LEDs, promovendo além de um ambiente aconchegante uma economia de energia com iluminação.

O mais interessante é que os painéis não apenas são capazes de absorver o som, como podem reagir a ele, por exemplo, mudando de cor de acordo com o ritmo de uma música criado assim um número ilimitado de efeitos, sensações e atmosferas.
A textura é estruturada sobre painéis de alumínio leves. O revestimento é composto por camadas de materiais que suavizam a propagação do som. A tecnologia deve ser difundida inicialmente em ambientes comerciais, mas está destinada a chegar às residências num futuro próximo.

Sky Orquestra é um projeto que leva musica pelos ares, acordando as pessoas da cidade.

Já se apresentaram em vários países como Canadá, Suíça, Australia, a mais recente foi na Inglaterra, em Londres. O projeto é uma provocação em arte urbana e questiona os limites entre arte pública e espaço privado.

A orquestra é composta por 7 balões que flutuam por uma cidade, criando uma grande massa sonora. Os balões também são acompanhados via GPS, e você ver os trajetos assim como escutar cada balão isoladamente no site.

Achei o projeto muito interessante, gostaria de presenciar uma apresentação. A impressão que fica é como se de repente a vida fosse um filme e houvesse uma trilha sonora no mundo todo. Aqui tem um vídeo com o processo de montagem da apresentação em Sydney.

Um conceito que vem sendo largamente discutido atualmente nas artes e design é a Remixabilidade. Ela conciste na mistura de diversas técnicas, mídias e obras para a criação de algo novo. O remix não é algo novo, ele já está presente na arte desde antes do modernismo e no design desde seus primórdios, mas o que ocorre hoje é que as novas tecnologias tem facilitado cada vez mais a remixabilidade. É dentro desse contexto que a visualização de dados surge como um ótimo meio para se estudar e analisar a arte e design contemporâneos.

No caso da música, o remix criado por DJs são um grande exemplo de remixabilidade. Sampleando músicas já existentes cria-se ritmos muito diferentes e ao final é até difícil saber quais foram as músicas utilizadas para a criação da nova.

Anatomy of Mashup é um ótimo exemplo de como podemos usar a visualização para destrinchar o processo criativo de uma música, especialmente de um remix. A visualização da música “Definitive Daft Punk”, criada por Cameron Adams, é mostrada em tempo real, enquanto ela toca podemos ver quais músicas foram utilizadas para cada batida, som ou ritmo específico. Além disso o gráfico interage com o som, deixando visível o rítmo que cada batida impõe na música e, por fim, um gráfico situado abaixo mostra a duração de cada treixo. O resultado é uma visualização bastante completa da música, que como ele mesmo diz, disseca a sua anatomia. Confira no site:
http://daftpunk.themaninblue.com/

daft punk