vislumbres sobre visualidade

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Já haviamos mencionado outro projeto dessa empresa nesse blog, o  Spamghetto, uma espécie de visualização de dados de spams transformada em papel de parede. Agora, a ToDo lançou um site com a proposta de comercializar produtos criados com dados da internet. O desafio, segundo eles, é descobrir se as pessoas estão dispostas a conectarem-se emocionalmente a produtos construídos a partir de dados, inspirados pela beleza natural dos algoritmos e personalizados através da interação.

No início, previsões apocalípticas diziam que a internet acabaria com muitos dos produtos físicos que temos atualmente, trazendo tudo para o mundo virtual, mas hoje, a efemeridade de tudo aquilo que é construído e compartilhado virtualmente, tem gerado a necessidade de trazer esses elementos que fazem parte da nossa vida virtual para o mundo material também. Criamos laços afetivos não só através da internet, mas também com ela própria, com sites e blogs que sempre visitamos, redes sociais que utilizamos e que fazem parte de nossos hábitos cotidianos. Marcas como Facebook, Google e Twitter, já são tão fortes quanto Nike, Apple e Coca-Cola, ou seja, empresas virtuais podem ter tanto espaço no mercado físico quanto qualquer outra, e com uma vantagem: conseguem ter acesso direto aos seus consumidores.  Nossa vida virtual é tão importante para nós, que é quase indissociável da vida “real”, portanto é natural que cada vez mais, novos tipos de produtos materiais sejam criados a partir de dados da web.

Apostando nessa demanda, a ToDo  criou mais um produto, o Tweetghetto. Você escolhe uma #hashtag ou @usuário do Twitter, o programa seleciona os tweets dele e cria um pôster que pode ser impresso e enviado para a sua casa. O interessante é que assim como um jornal, o pôster pode servir de registro histórico de fatos importantes, mas escrito pela população. A baixo foram usadas como exemplos as hashtags #OSAMA e #Wikileaks no momento em que esses eram os assuntos mais discutidos em todo o mundo.

tweetghetto3

Confira o site: http://www.betternouveau.com/

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NskYC

Posted on: 09/07/2011

NSKYC

A imagem acima é uma visualização do céu de Nova Iorque no momento em que esse post foi escrito, 07/08/2011 às 15:33 (horário de Brasília). Na verdade, trata-se de um site criado por Mike Bodge. Ele desenvolveu um programa que fotografa o céu da cidade, visto da janela de seu escritório, a cada  5 minutos. Ao carregar a fotografia no servidor, o programa analisa qual foi a cor predominante na porção do céu e gera um retângulo com a cor específica. O resultado é um mosaico da paleta de cores correspondentes ao céu novaiorquino na úlitma hora.

A sacada de Mike foi perceber como simplesmente a cor pode nos dar informações expressivas e ao mesmo tempo subjetivas sobre o clima de um lugar. Poderíamos apenas consultar dados de previsões meteorológicas e saber se está nublado, chovendo ou ensolarado em NYC nesse momento, mas as cores do céu transmitem não só informações climáticas, mas também sensações referentes ao humor dos habitantes da cidade.

A julgar pela imagem acima e o lindo dia de sol que faz no Rio de Janeiro tenho a impressão de estar mais feliz que um cidadão novaiorquino nesse momento!

Confira o site e descubra como está o céu do NYC agora:
http://nskyc.com/

Resposta: 9 letras.

Isso pode parecer uma pegadinha, mas é o que a visualização de Ben Fry quer demonstrar com a imagem de um macaco, formada pelas 75 mil letras do gen FOXP2. Acredita-se que esse gen é o responsável pelas principais características que nos diferenciam dos macacos, como por exemplo, a aquisição da linguagem. Os pontos em vermelho representam as únicas letras do gen FOXP2 que se diferenciam nas duas espécies, ou seja, apenas 9 letras! É incrível como Ben Fry consegue criar, a partir de dados científicos, uma visualização clara e informativa para um leigo, enquanto constrói a imagem do ser provedor dos dados em questão.

Esse projeto foi desenvolvido com o Processing para a revista Seed e posteriormente adaptado para exposição Design and the Elastic Mind no MoMa em 2008.

Vale lembrar que Ben Fry é um dos criadores do Processing, software de código aberto, desenvolvido na MIT.

chimp-900

Nessa ampliação de um recorte da imagem é possível visualizar as letras do gen que compõem a mesma:

chimp-detail-900x200

O que você imagina ao ver estas imagens neste blog?

201 days by Katie Lewis

201 days by Katie Lewis

A obra de Katie Lewis, aparentemente é mais uma obra de visualização de dados mediada por computadores, mas ao ver de perto poderá perceber que se trata de alfinetes, linhas e lápis.

201 days by Katie Lewis

A artista mapeou manualmente as sensações do seu corpo durante 201 dias. Estabeleceu uma grid transparente em que cada segmento representava uma parte do seu corpo, e cada vez que tinha uma sensação específica em alguma parte do corpo marcava o correspondente com um alfinete.

Esta obra é representativa em uma discussão sobre a arte em visualização de dados, a tecnologia e sua estética. A artista utiliza processo manual, a partir de dados subjetivos(sensações corporais), se distanciando da exatidão numérica referente ao mapeamento de informações. A visualização de dados nos é imposta enquanto valores absolutos e inquestionáveis, seu volume tange o incompreensível. De maneira que utilizamos a linguagem binária para acessar este conteúdo e nos apresentar de forma que possamos assimilar algo, seja informação ou emoção.
O curioso é que geralmente a possibilidade de visualização desta quantidade de dados está associada a uma condição da era da informática, porém através desta obra podemos relembrar que esta complexidade é inerente à consciência corporal/intelectual humana. Por mais que o desenvolvimento da tecnologia esteja expandindo nossas capacidades, uma artista ainda é capaz de representar um volume relativamente grande de dados através de processo manual, sem mediação do computador.

Apesar de toda esta discussão, o resultado final de sua obra ainda nos remete a linguagem digital, a questão que fica é:
Seria esta uma obra de visualização de dados?

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Para o lançamento de um novo modelo de tênis, a Nike promoveu um workshop de dois dias com corredores e pediu para que usassem o Nike+GPS run durante suas corridas. Esse dipositivo coleta dados indicadores de velocidade, consistência e estilo de corrida. Um software deselvolvido pela YesYesNo, estudio de design interativo, recebeu esses dados e criou visualizações que se assemelham a pinceladas abstratas. Os participantes puderam brincar com seu próprio mapeamento de dados, ajustar sua composição e levar para casa um impresso em alta resolução. Ao final do workshop, os participantes ainda receberam um tênis com a caixa personalizada com seus desenhos.

Software que analisa os dados e cria as visualizações.

Além de proporcionar uma experiência da marca inovadora ao consumidor, cada um pôde observar seus padrões de corrida e ainda se sentir um pouquinho artista!

O brasileiro Claudio Bueno idealziou e dirigiu o projeto Redes Vestíveis que consiste em “performance coletiva baseada numa rede virtual elástica, geolocalizada e graficamente representada nas telas de aparelhos celulares.”

Isto é, os participantes se conectam pelos celulares, formando uma rede em que cada pessoa é um nó. E através de sua movimentação geográfica, a rede desenhada na tela do telefone, pode se esticar e até arrebentar, para mostrar que os movimentos dos participantes também estão interconectados.

Para entender melhor, veja o vídeo abaixo.

Grids e designers são velhos amigos e, agora com a computação crescendo exponencialmente em nossa prática diária, temos a possiblilidade de gerar todos os tipos possíveis de um grid 3×4.

Patch Kessler criou este algoritmo. E ele não serve só para grids 3 x 4, mas também para grids n m. A base para ele foi o “método e sistema de recombinação de módulos geométricos para layout de telas” (EUA), por sua vez relacionado ao tatami, sistema matemático usado nas construções japonesas por mais de 1300 anos.

Para mais informações, clique aqui.

Download do pdf

Designed by Thomas Gaskin. Creative direction by Hugh Dubberly. Algorithms by Patrick Kessler. Patent belongs to William Drenttel + Jessica Helfand.


(via datavis @ tumblr)