vislumbres sobre visualidade

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Que a zona do euro passa por uma crise de dívida não é novidade. Porém, muitas vezes, com a quantidade de informação que é despejada pelos noticiários, jornais e revistas, se torna difícil conectar dados numéricos com informações subjetivas. Pensando nesse tipo de problema, a BBC produziu uma simples visualização que explica de maneira eficaz a magnitude das dívidas que países adquiriram com bancos de outros países.

Você consegue visualizar o gráfico nesse link aqui. No gráfico, comprimento do arco indica o tamanho da dívida e as setas direcionadas ao país indicam a dívida.

Imagem do Gráfico - Eurozone Debt

A tecnologia utilizada para escrever esse código foi a biblioteca de JavaScript, jQuery e foi desenvolvida de maneira bem simples. O jQuery está crescendo como uma boa alternativa de código para transformar visualizações manuais em aplicativos web.

O The Occupy Wall Street moviment tem obtido grande repercussão nos Estados Unidos e no mundo a despeito da forte indignação dos americanos com os esquemas financeiros de Wall Street e dos benefícios generosos dos altos escalões de bancos e outras instituições financeiras, em contraste com uma economia americana enfraquecida, e uma grande sensação de desigualdades nos reflexos da crise americana.

O The New York Times resolveu fazer uma pesquisa de opinião para o grande publico sobre o movimento. O que chama a atenção é a forma bastante singular de representar os resultados da pesquisa. Fugindo do velho esquemão de gráfico de barras, o jornal nos apresenta um grid, com três dimensões de informação: Se você concorda com o movimento, se você concorda com os métodos do protesto e ainda os motivos que levaram a crise.

Assim, quando mais a direita e no topo, mais se concorda com as duas perguntas, sendo as respostas representadas por quadrados que vão do amarelo (maior oposição) ao verde (maior aprovação). Os ponto são as pessoas, agrupadas de acordo com as respostas sobre o movimento, cuja cor representa o que elas acham que levaram a ser o motivo da crise.

Você pode conferir a pesquisa clicando aqui.

O Density Design, laboratório da Politecnico di Milano (Itália), teve a ótima idéia de criar videos para explicar o desenvolvimento de suas visualizações de dados. O objetivo do grupo era demonstrar o potencial de se criar análises complexas sobre fenômenos sociais através de dados coletados na internet, assim como apresentar as diversas metodologias de pesquisa e as ferramentas utilizadas em cada processo.

O video abaixo é apenas um dos exemplos que encontra-se no site.

Visualizar 20 anos do comportamento e composição da economia de diversos países do mundo. É exatamente a proposta que foi apresentada em forma de um atlas pelos economiastas Ricardo Hausamann e César Hidalgo.

O projeto apresenta o perfil econômico das nações e seus potenciais de desenvolvimento econômico por diversas visualizações, diferente de tudo o que você poderia esperar de um relatório como esse. Neste trabalho, depara-se com estruturas e representações econômicas tão complexos quanto a economia pode ser, mais ao mesmo tempo o que se observa são gigantescas quantidades de dados que varrem diversos anos de análise da economia resumidas em estruturas visuais. Pode parecer difícil a primeira vista entender a complexidade das estruturas visuais criadas, mais com uma certa dose de paciência, em questão de minutos, compreensões e análises de anos de dados começam a fluir.

A ideia por trás do projeto é apresentar o potencial de desenvolvimento das nações. Economias mais diversificadas tem maiores potenciais de produzir produtos mais complexos no futuro. Para se chegar a esse potencial a educação e a conectividade individual do cidadão com o todo são críticos no desenvolvimento do conhecimento coletivo de um país. É esse conhecimento coletivo que possibilitará a diversificação da economia, uma vez que, atrai e cria industrias não existentes.

O projeto não só ajuda o cidadão comum a entender dados tão complexos e extensos, mais economistas, investidores e governos, constituindo-se como uma ferramente para ajudar pessoas e governos a entender melhor o comportamento econômico de seus países, bem como a natureza complexa da economia.

Você pode ver e interagir com o projeto aqui.

Você já se perguntou de onde veio aquele post bacana que você replicou no perfil de sua rede social? Ou ainda, qual a repercussão que ele obteve? É para responder essas questões que o google lançou o Google+ Ripples. Esta ferramenta permite visualizar em tempo real, a repercussão de um post nas redes do google+.

Nela é possível ver o perfil de origem do post, além da repercussão, representada pelos círculos que se desdobram da origem. Eles variam de tamanho conforme o peso que eles tiveram na repercussão do post. Desdobramentos em sua propriá rede de contatos criam círculos dentro dele mesmo.  É possível ainda  navegar pela timeline e observar o comportamento dos ripplies.

O mais bacana é que todos tem acesso a essa ferramente, e é possível verificar a repercussão de seus posts, de amigos, e daquele post misterioso, que você achou bacana e não sabe de onde veio.

Diferentemente das visualizações de dados que estamos acostumados a ver, que transformam nossas ações na internet em imagens digitais, a Data Currency cria objetos físicos a partir desses dados. Para os criadores do projeto, o estudio coreano Randomwalks, nossas ações cotidianas na rede, como por exemplo tuitar, atualizar o facebook e fazer buscas no google podem ser consideradas um trabalho. Para demonstrar o valor da força de trabalho que empregamos na internet, uma máquina converte-a no trabalho físico de tricotar.

Cada busca feita pelo usuário no google faz com que um sistema computacional de tricô comece a funcionar, produzindo uma peça gerada por seus dados de pesquisa.

Essa instalação demonstra que, cada vez mais, os dados que produzimos poderão ser usados como ponto de partida para a criação de objetos que materializem nossa atividade virtual.

Fazer uma análise crítica de dados, é umas das diversas possibilidades que podem ser empregadas na visualização de dados. Diante da persistente divisão racial, em várias cidades americanas, o desenvolvedor Jim Vallandingham, criou esta interessante visualização, tendo como base os dados do IBGE americano, divulgados em 2010.

Ele fez uma abordagem visual, que enfatiza graficamente as dispariedades demográficas, no que se refere a ocupação territorial das cidades, enfatizando questões como a divisão terriorial, a existência de zonas raciais e suas relações com a cidade.

Na visualização, brancos e negros são representados por cor. Espaços demográficos com uma composição racial semelhante se agrupam e os que possuem uma composição dispare, se fragmentam e se afastam do resto.

Mais cidades e visualizações aqui, no site do projeto.