vislumbres sobre visualidade

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A exposição THINK, organizada pela IBM em seu 100º aniversário e que ficará em exposição até 23 de outubro deste ano, combina experiências multimídia para que o espectador reflita sobre as maneiras de melhorar o seu jeito de viver e trabalhar. E, sobretudo, como a ciência e a tecnologia tornam possíveis melhorias que as gerações anteriores sequer poderiam imaginar.

De acordo com a Intel, “conforme nossa sociedade se torna mais e mais digital, é cada vez mais importante que as pessoas entendam como a tecnologia está mediando nossas vidas e experiências. Não somos apenas observadores das inovações e avanços, mas participantes delas. Progresso tecnológico não é coisa de uma era passada que posteriormente afetou nossas vidas. É um fenômeno que existe num contínuo em fluxo constante e que transforma nossas vidas diariamente”.

Ao chegar à exposição, os espectadores se deparam com um muro que exibe visualizações de diversos dados, que vão desde dados dinâmicos sobre seu entorno, ao tráfego na Broadway, à energia solar, à qualidade do ar. Os visitantes podem observar como agora podemos ver mudanças, desperdício e oportunidades nos sistemas do mundo.

Além do muro, completam a exposição um filme imersivo e um ambiente interativo com grandes painéis touchscreen.

Assista o vídeo para saber mais:

Para mais detalhes, visite o site do projeto na IBM.

Mariko Mori é uma artista japonesa conhecida por trabalhos que se utilizam de materiais e equipamentos tecnológicos para criar painéis fotográficos, vídeos e instalações interativas.

Até dia 10 de Julho, o Centro Cultural Banco do Brasil recebe a mostra “Oneness” (unicidade), cujo título faz referência às duas maiores instalações em exibição, que requerem a participação do público. “Wave UFO”, uma gigantesca cápsula na qual os visitantes podem entrar (de três em três), produz animações que refletem padrões de ondas cerebrais. “Oneness”, que dá nome à mostra, é um círculo de figuras feitas de material plástico que reage ao toque do público, emite pulsações e se acende.

nota: as imagens não correspondem às instalações do Centro Cultural Banco do Brasil.

Fonte: Página Cultural

http://paginacultural.com.br/artes/mariko-mori-no-brasil/

Resposta: 9 letras.

Isso pode parecer uma pegadinha, mas é o que a visualização de Ben Fry quer demonstrar com a imagem de um macaco, formada pelas 75 mil letras do gen FOXP2. Acredita-se que esse gen é o responsável pelas principais características que nos diferenciam dos macacos, como por exemplo, a aquisição da linguagem. Os pontos em vermelho representam as únicas letras do gen FOXP2 que se diferenciam nas duas espécies, ou seja, apenas 9 letras! É incrível como Ben Fry consegue criar, a partir de dados científicos, uma visualização clara e informativa para um leigo, enquanto constrói a imagem do ser provedor dos dados em questão.

Esse projeto foi desenvolvido com o Processing para a revista Seed e posteriormente adaptado para exposição Design and the Elastic Mind no MoMa em 2008.

Vale lembrar que Ben Fry é um dos criadores do Processing, software de código aberto, desenvolvido na MIT.

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Nessa ampliação de um recorte da imagem é possível visualizar as letras do gen que compõem a mesma:

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As imagens acima são de desenhos em tamanhos grandes e pinturas a óleo de Jonathan Zawada. A topografia da paisagem foi obtida a partir de dados, posteriormente modelados em 3D e pintados a óleo. Os conjuntos de dados empregados por Zawada podem ser surpreendentes como, por exemplo, o uso da maconha/ano por 12 alunos comparado à vendas de discos de vinil e CDs entre 1975 e 2000;  ou ainda o valor da terra por metro quadrado no Second Life comparado ao valor da terra por metro quadrado em Dubai entre 2007 e 2009. Os dados são manipulados através de um programa fractal 3D de modo a criar um ambiente que imita uma paisagem montanhosa.

As paisagens pintadas são uma resposta à realidade “virtual” das experiências digitais, destacadas pelo nivelamento intrínseco e a paleta de cores surreais. Invocando a hipótese robótica de “Uncanny Valley”, os trabalhos têm uma qualidade andróide, um senso de realidade, mas não muito, o que deixa uma incomoda sensação de algo ao mesmo tempo familiar e dessemelhante.

“Uncanny Valley” é uma hipótese da robótica sobre as reações emocionais dos seres humanos em relação aos robôs e outras entidades não-humanas. Foi introduzida pelo roboticista japonês Masahiro Mori em 1970 e defende que as atitudes quase-humanas de robôs provoca repulsa nos humanos. O “vale” em questão é um afundamento no gráfico das reações humanas às semelhanças do robô.

(via Barbara Castro via http://www.triangulationblog.com)

Common Sense é uma exibição que se propõe a examinar o sonho americano. A obra acima, realizada com taças de champagne, mostra a diferença média entre os salários de uma empresa. A diferença entre as médias do assalariado e do presidente da empresa cresceu de forma dramática nos Estados Unidos nos últimos 5o anos, passando de 1:25 para 1:275. Será um sinal da força das corporações americanas? Será que os valores individuais estão sendo valorizados? Será que estes “grandes talentos” apresentam uma produção compatível com seus gigantescos salários?

Na Alemanha esta diferença é de 1:14 e no Japão um presidente de empresa ganha até 11 vezes mais do que a média de empregado de manufatura. Gostaria de conhecer esta média no Brasil. Alguém me sugere como descobrir os grandes salários?