vislumbres sobre visualidade

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A exposição THINK, organizada pela IBM em seu 100º aniversário e que ficará em exposição até 23 de outubro deste ano, combina experiências multimídia para que o espectador reflita sobre as maneiras de melhorar o seu jeito de viver e trabalhar. E, sobretudo, como a ciência e a tecnologia tornam possíveis melhorias que as gerações anteriores sequer poderiam imaginar.

De acordo com a Intel, “conforme nossa sociedade se torna mais e mais digital, é cada vez mais importante que as pessoas entendam como a tecnologia está mediando nossas vidas e experiências. Não somos apenas observadores das inovações e avanços, mas participantes delas. Progresso tecnológico não é coisa de uma era passada que posteriormente afetou nossas vidas. É um fenômeno que existe num contínuo em fluxo constante e que transforma nossas vidas diariamente”.

Ao chegar à exposição, os espectadores se deparam com um muro que exibe visualizações de diversos dados, que vão desde dados dinâmicos sobre seu entorno, ao tráfego na Broadway, à energia solar, à qualidade do ar. Os visitantes podem observar como agora podemos ver mudanças, desperdício e oportunidades nos sistemas do mundo.

Além do muro, completam a exposição um filme imersivo e um ambiente interativo com grandes painéis touchscreen.

Assista o vídeo para saber mais:

Para mais detalhes, visite o site do projeto na IBM.

Você sabe o que é um movimento browniano? Segundo a definição da wikipédia, “é o movimento aleatório de partículas macroscópicas num fluido, como consequência dos choques das moléculas do fluido nas partículas.”

Com esse conceito matemático que pode fazer correr os que tem fobia de matematica, o designer Pedro Miguel Cruz criou esta interessante visualização da trilha sonora Kriespiel de Patrick Wolf.

O movimento das particulas é sensível as ondas sonoras da musica. Dessa forma, o movimento dessas particulas varia de acordo com as principais faixas de frequencia.

É  interessante (e deslumbrante) observar a musica sób uma ótica visual e descrita por um conceito matemático.

Porém, o mais legal do trabalho deste designer português é que ele desenvolveu tudo em processing e disponibilizou o código, que pode ser baixado aqui. O pacote vem sem audio, mas é só usar* alguma musica do seu computador, renomea-la para “audio” e usa-la para renderização. Para fazer isso coloque a musica na pasta “process_audio”, e execute o codigo do arquivo em .pde de mesmo nome. Depois vá a pasta “brown3” e execute o arquivo em .pde de mesmo nome. O que você fez foi criar um arquivo (em txt) com o som analisado que será processado e renderizado pelo processing.

A pagina do projeto pode ser vista aqui.

*recomendo um arquivo com até 1 minuto de duração, no formato mp3 e com taxa de 128 kbps ou menos.

O designer brasileiro Dimitre Lima criou este interessante infográfico-poster do ciclo lunar de 2011. Ele organizou os ciclos da lua de forma a criar esta “flor” peculiar. Além desse chamativo visual, o ciclo da lua em si ficou muito bem apresentado. Fica claro o padrão de comportamento das fases da lua no decorrer do ano pela utilização de ondas para construir a imagem. No grande ciclo exterior, estão escritos todos os dias do ano e há uma indicação de quantos dias as fases de lua cheia e lua nova duram.

O poster do ciclo lunar está a venda no site O Estudio Elastico.

Facebook Faces é um projeto desenvolvido pelos estudantes de Nova Mídias Joern Roeder and Jonathan Pirnay, na University of Visual Arts and Design Kassel, na Alemanha.

A instalação questiona o valor de privacidade na internet, em que não só sites como Google coletam dados sem serem requisitados, mas as próprias pessoas disponibilizam milhões de informações de sua intimidade em redes sociais. A instalação reúne em um espaço como um quarto milhões de fotos de usuários do facebook coletadas na internet. Há uma enorme tensão entre público e privado, em um espaço deçimitado, um quarto fisicamente restrito se pode ter acesso a dados de pessoas de qualquer lugar do mundo.

Para criar a instalação os artistas desenvolveram um sketch de Processing com PHP que começava a partir de um perfil de facebook qualquer e seguia em diante buscando sempre um amigo do perfil, uma reação em cadeia. O amigo, do amigo, do amigo, do amigo…

fbFaces bFaces é uma tentativa de visualizar a incrível quantidade de dados e imagens que nos atingem diariamente, de modo que não podemos realizar nossa própria seletividade nem considerar a quantidade de dados percebidos. O papel de parede transforma a sala em uma avalanche de informações. Nos cerca, não pode ser estimada a partir de distância; os detalhes só podem ser capturados através de uma seleção do olhar. Mas depois eles desaparecem de novo – em uma nuvem de informação.” Joern Roeder e Jonathan Pirnay

via (Triangulation Blog)

Pavel Novak, aluno da Faculdade de Comunicação Multimídia da Universidade Tomas Bata, da República Tcheca,
desenvolveu um aplicativo de visualização 3D de quadros de Mondrian. Foi um pequeno experimento para pensar a composição espacial a partir das obras do pintor.

Pavel Novak - Mondrian

Pavel Novak - Mondrian

Pavel Novak - Mondrian
 

Você pode conferir o aplicativo aqui!

Mondrian já foi lido e relido em diversos suportes  por vários artistas, ele mesmo já havia feito uma leitura espacial de seus quadros na maquete para a peça “Ephémere est eternel” do do diretor belga Michel Seuphor.

Mondrian - Ephemere Est Eternel set

Reflection II de Andreas Nicolas Fischer, é uma interpretação da música Reflection do holandês Frans de Waard. A música foi repartida em 12 pedaços e analisada pela frequencia para que pudesse ser esculpida em um bloco de mdf. Além da escultura, na exposição da peça havia um projetor que auxiliava a compreensão da visualização da música, que passava um feixe de luz, como se fosse um scanner sobre a parte que estava sendo reproduzida. Cada parte tinha o brilho encrementado de acordo com a quantidade de vezes que já havia sido repetido na música.

Se Moisés moveu os mares, eu não sei, mas na escultura Tele-present Water o artista David Bowen conseguiu trazer o mar para a galeria, por tele-presença. O sistema recebe dados em tempo real do National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA que capta frequência, intensidade e movimento das ondas em um determinado ponto do Alaska e transfere para a escultura que reproduz as superfícies do mar, como se fosse um wireframe. A escultura estava exposta na Polônia.

E não foi só o mar que o artista ‘transportou’ para as galerias. O vento foi o tema de outra obra com processo similar, que captava a aceleração do vento em Minnesota e reproduzia nos gravetos dentro de uma galeria em Moscou.

Se você gosta de esculturas cinéticas e remapeamento de dados, vale a pena dar uma olhada nesse portfolio.

(via Triangulation Blog)

Mariko Mori é uma artista japonesa conhecida por trabalhos que se utilizam de materiais e equipamentos tecnológicos para criar painéis fotográficos, vídeos e instalações interativas.

Até dia 10 de Julho, o Centro Cultural Banco do Brasil recebe a mostra “Oneness” (unicidade), cujo título faz referência às duas maiores instalações em exibição, que requerem a participação do público. “Wave UFO”, uma gigantesca cápsula na qual os visitantes podem entrar (de três em três), produz animações que refletem padrões de ondas cerebrais. “Oneness”, que dá nome à mostra, é um círculo de figuras feitas de material plástico que reage ao toque do público, emite pulsações e se acende.

nota: as imagens não correspondem às instalações do Centro Cultural Banco do Brasil.

Fonte: Página Cultural

http://paginacultural.com.br/artes/mariko-mori-no-brasil/

eCLOUD

Posted on: 27/06/2011

ecloud

Um projeto de Aaron Koblin, Nik Hafeermas e Dan Goods, a eCLOUD é uma escultura dinâmica inspirada no volume e comportamento de uma nuvem idealizada. Foi construída com placas de policarbonato que estão em constante mudança: podem variar da transparência ao opaco, de acordo com informações em tempo real do tempo do mundo inteiro, que por sua vez também são exibidas em um display.

A eCLOUD está localizada permanentemente entre os portões 22 e 23 do aeroporto internacional de San Jose, California.

Para mais detalhes, visite o site do projeto.

Resposta: 9 letras.

Isso pode parecer uma pegadinha, mas é o que a visualização de Ben Fry quer demonstrar com a imagem de um macaco, formada pelas 75 mil letras do gen FOXP2. Acredita-se que esse gen é o responsável pelas principais características que nos diferenciam dos macacos, como por exemplo, a aquisição da linguagem. Os pontos em vermelho representam as únicas letras do gen FOXP2 que se diferenciam nas duas espécies, ou seja, apenas 9 letras! É incrível como Ben Fry consegue criar, a partir de dados científicos, uma visualização clara e informativa para um leigo, enquanto constrói a imagem do ser provedor dos dados em questão.

Esse projeto foi desenvolvido com o Processing para a revista Seed e posteriormente adaptado para exposição Design and the Elastic Mind no MoMa em 2008.

Vale lembrar que Ben Fry é um dos criadores do Processing, software de código aberto, desenvolvido na MIT.

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Nessa ampliação de um recorte da imagem é possível visualizar as letras do gen que compõem a mesma:

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