vislumbres sobre visualidade

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Fizz

Posted on: 16/09/2011

Fizz é um aplicativo bem objetivo criado pelo Bloom Studio. Voltado para o Twitter ou Facebook, a pessoa deve logar com a sua conta de uma das redes sociais e poderá visualizar de uma forma bem objetiva e bonitinha os últimos status das pessoas com que se relacionar: os círculos grandes são pessoas, círculos pequenos, seus status. Possui também um sistema de busca.

Testei tanto com o facebook quanto o do twitter e me impressionei com a visualização do meu facebook e de meus conhecidos! Bem bacana! Olha o Labvis ali!

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Sem sombra de dúvidas, a música é um amor mundial. O grande sucesso do iPod, o expressivo número e preço dos ingressos para shows e o grande fantasma da pirataria, entre muitos outros pontos, são pequenas provas de que a música está em todo o lugar, comprovando a frase que Nietzsche uma vez disse: “Sem música a vida seria um erro”.

Também somos apaixonados e estamos sempre postando novas formas de visualização de músicas, então ai vai mais uma dica! A novidade é para os amantes da expressão musical que estão cansados da maioria dos visualizadores de músicas que trabalham baseados na saída da música e que agora poderão baixar o Planetary. Se trata de um aplicativo gratuito criado Bloom Studio, (um estúdio só de visualização de dados, vale a visita!) que organiza suas músicas na forma de sistemas solares: as bandas são estrelas, os álbuns viram planetas e cada faixa, uma lua. Infelizmente, o aplicativo está disponível somente para iPad. Dê play e admire seu universo musical!

 

Lembrando-se do post de ontem? O mesmo designer Chris Harrison, após criar a visualização das referências cruzadas, decidiu criar um novo conjunto de dados obtidos a partir dos textos da Bíblia.

Ao contrário da “Bible Cross-References” que primava pelo estético, essa nova visualização se aprofundou mais na história da Bíblia em si, nos lugares e personagens, sendo só deles: 2.619 nomes. Ela se desenvolveu a partir da criação de uma ligação toda vez que dois nomes bíblicos apareciam em um mesmo versículo, o que produziu uma rede social de pessoas e lugares. Chris teve que usar um algoritmo de agrupamento espacial que ele mesmo havia desenvolvido para outros projetos já que o resultado do algoritmo não reproduzia uma ordenação ou estrutura como o “Bible Cross-References”. O resultado é esse que você vê abaixo:

 

Na rede social, entidades com menos de 40 conexões são desenhadas em um ângulo. Aqueles com 40 ou mais entidades ligadas são prestados na horizontal – tamanho é linearmente proporcional ao número de conexões. O gráfico contém mais de 10.000 conexões, demais para ser útil e, portanto, feito propositadamente fracas para não sobrecarregar a peça. Os nomes On, So e No foram excluídos uma vez que são os dois nomes e palavras já que o autor da visualização não fez um reconhecimento de entidades mencionadas ao analisar o texto.

Depois de criar a rede social, Chris possuia dados suficientes para criar uma nova visualização. Com a lista de nomes bíblicos já compilados, distribuída de forma clássica, que mostra onde várias pessoas e lugares ocorrem no texto. Grande parte da Bíblia é cronológica, para que haja uma ordenação forte temporal.

Visualmente, esta é toda a Bíblia impressa em uma única folha de papel (você precisa olhar para a versão de alta resolução para vê-lo). Flutuando sobre o texto são as pessoas e lugares que aparecem na Bíblia – mais de 2.600 nomes no total. Estes são posicionados de acordo com sua localização média no texto. Além disso, o tamanho da fonte é proporcional ao número de ocorrências no texto – o maior nome, o mais freqüentemente ele aparece. Os nomes On, Assim e Não foram excluídos mais uma vez.

A visualização tem três temas de cores. Além disso, como o gráfico é tão denso, existem duas versões extras para pessoas que realmente querem estudá-lo de perto.

Embora todo mundo saiba que os códigos de barras foram desenvolvidos para facilitar o recebimento e registro das mercadorias e estejam amplamente espalhados por aí (até mesmo como ícones de tatuagens), você sabe exatamente a informação que aqueles números guardam?

Uma resposta simples para essa pergunta pode ser encontrada em um dos bancos de dados de produtos na internet, que são basicamente grandes redes de conjuntos de dados de código nacional. Introduzir os números de um código de barras de 8, 12 ou 13 dígitos em um banco de dados de código internacional, retorna informações sobre o fabricante e o país de origem do produto. Além disso, cada código de barras é atribuído a um único produto no mundo, mas estes detalhes individuais são pouco visíveis a olho nu.

Foi ai que, se aproveitando desse banco de dados, Daniel A. Becker, um designer alemão que trabalha com visualização de dados, criou o Barcode Plantage, que transforma um simples código de barra de um produto em uma árvore única no jardim da globalização.

Funciona assim: um código de barras é digitado ou digitalizado, o programa envia uma solicitação ao banco de dados, que retorna um arquivo de dados mestre. Este arquivo de dados mestre é então analisado para definir posições, curvas e cores das curvas de Bezier da estrutura da árvore.  O número dessas curvas variam de acordo com o número de figuras no código. Simultaneamente, o usuário irá ouvir uma melodia, que é baseado nos números do código de barras.

Para completar a informação, são exibidos detalhes visualizado do país de origem, fabricante, número do produto e soma – cada um em uma única barra preta conectados por linhas finas. Uma vez que todos os dados estão sendo interpretados por um algoritmo que funciona completamente, sem qualquer aspecto aleatório, cada produto é representado por uma árvore característica e singular. O resultado, bastante interessante e visualmente bem trabalhado já estampou revistas e ganhou prêmios pelo mundo a fora.

Seguem abaixo alguns exemplos:

Se você quer saber como é a árvore do seu biscoito favorito, você também pode iniciar o seu próprio código de barras Plantage, basta entrar no site do projeto!

Flickr Flow é um projeto muito bacana e bem desenvolvido por Fernanda Viergas & Martin Wattenberg, em 2009.

Tudo começou porque ambos gostam de ver o mundo através de um fluxo de cor e com esse projeto puderam demonstrar visualmente o que estava em suas cabeças. E o fizeram muito bem, por sinal!

Ele é baseado em um algoritmo desenvolvido para a visualização de aniversário da revista WIRED que extrai o “pico” de cores de qualquer imagem. O banco de dados é uma coleção de fotografias de Boston Common retiradas do Flickr e o sistema calcula a proporção relativa das diferentes cores das fotos tiradas em cada mês do ano e as coloca em torno da roda. Abaixo, pode-se ver um scketch do círculo. No caso, o verão está no topo e o tempo segue como em um relógio.

Flickr Flow

O resultado engloba o fluxo e refluxo de cores sazonais. O detalhe abaixo representa as estações: inverno, primavera, verão e outono.

Flickr Flow - estações

A técnica foi usada na  “Flickr of Hope”, uma visualização para a seção Metric da Boston Magazine, em março de 2009. A Designer Heather Burke trabalhou juntamente com os criadores para desenvolver mais precisamente a noção de mês no circulo e incluir algumas fotos do Flickr.

Flickr of Hope

A animação a seguir explica de forma simples a mudança proposta para o Código Florestal que será votada no congresso.

Trabalhando com recortes, a ideia é explicar as consequências das mudanças para a vida de todos e, assim, engajar as pessoas a votar contra as mudanças no Código.

Atualmente o grande diferencial entre nós é a capacidade de compreender. Não é uma tarefa fácil. Compreender o que o outro lhe diz, deseja ou sequer imagina, seja em um relacionamento pessoal, seja em um relacionamento profissional representa perspicácia e a sutil diferença entre o fracasso e o sucesso.

No Design, compreender é fundamento básico. Se você não compreende o que deseja comunicar, nem a mídia em que o projeto está ou as necessidades do receptor dessa informação, a chance de acontecerem ruídos e de a comunicação não se estabelecer em sua totalidade crescem exponencialmente.

Esse processo se faz ainda mais necessário no caso dos dados e, posteriormente, a visualização de dados. Com a junção do computador e dos bancos de dados, eles “apareceram” por todos os lados e o design de informação ou infografia veio, entre outras coisas, facilitar essa compreensão.

Se até aqui tudo parece óbvio para você, leitor, então chegou a hora de transcender.

A união de design de informação e cartaz, assim como infografia e animação/web combinam tanto que temos diversas aplicações para todos os gostos aqui no blog como internet a fora, basta pesquisar.

Mas… E se…

E se unissem Visualização de Dados e Identidade Visual?

Não consegue compreender? Veja abaixo.

O MIT Media Lab, um dos mais reconhecidos centros de pesquisa do mundo, contratou  E. Roon Kang e o estúdio The Green Eyl para projetarem sua nova identidade visual.

O desenho faz alusão a três spots de luz que se encontram. Os designers então criaram um algoritmo que, baseado nos três spots mais 12 combinações de cores (sem entrar na discussão sobre o degradê e a escolha das mesmas) criou-se nada mais do que 40 mil variações do logotipo. O video abaixo dá uma noção de como tudo funciona.

O diferencial:
Foi criado uma aplicação web onde cada funcionário faz um login e lá escolhe uma das 40 mil opções. Depois da escolha feita, ninguém mais poderá usar aquela variação. O logo altamente dinâmico se torna exclusivo. Fazendo as contas, isso dá ao MIT Media Lab mais ou menos 25 anos de cartões de visitas inéditos.

E ai, compreendeu agora?

Fonte: LogoBr