vislumbres sobre visualidade

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Queridos leitores,

LabVis está de mudança! Ficamos um longo tempo sem novas atualizações, mas foi por um bom motivo. Estávamos trabalhando na construção no nosso novo site.

A partir de agora vocês conferem o blog  aqui:

http://labvis.eba.ufrj.br

O The Occupy Wall Street moviment tem obtido grande repercussão nos Estados Unidos e no mundo a despeito da forte indignação dos americanos com os esquemas financeiros de Wall Street e dos benefícios generosos dos altos escalões de bancos e outras instituições financeiras, em contraste com uma economia americana enfraquecida, e uma grande sensação de desigualdades nos reflexos da crise americana.

O The New York Times resolveu fazer uma pesquisa de opinião para o grande publico sobre o movimento. O que chama a atenção é a forma bastante singular de representar os resultados da pesquisa. Fugindo do velho esquemão de gráfico de barras, o jornal nos apresenta um grid, com três dimensões de informação: Se você concorda com o movimento, se você concorda com os métodos do protesto e ainda os motivos que levaram a crise.

Assim, quando mais a direita e no topo, mais se concorda com as duas perguntas, sendo as respostas representadas por quadrados que vão do amarelo (maior oposição) ao verde (maior aprovação). Os ponto são as pessoas, agrupadas de acordo com as respostas sobre o movimento, cuja cor representa o que elas acham que levaram a ser o motivo da crise.

Você pode conferir a pesquisa clicando aqui.

A edição de novembro da revista americana Popular Science fala das incríveis potencialidades e possibilidades dos dados e da visualização de dados, apresentando nomes consagrados na área como Jan Willem Tulp, e uma serie de reportagens bem bacanas, como uma linha do tempo falando sobre armazenamento e visualização de informação. É possivel conferir várias reportagens no site da revista, clicando aqui.

Visualizar 20 anos do comportamento e composição da economia de diversos países do mundo. É exatamente a proposta que foi apresentada em forma de um atlas pelos economiastas Ricardo Hausamann e César Hidalgo.

O projeto apresenta o perfil econômico das nações e seus potenciais de desenvolvimento econômico por diversas visualizações, diferente de tudo o que você poderia esperar de um relatório como esse. Neste trabalho, depara-se com estruturas e representações econômicas tão complexos quanto a economia pode ser, mais ao mesmo tempo o que se observa são gigantescas quantidades de dados que varrem diversos anos de análise da economia resumidas em estruturas visuais. Pode parecer difícil a primeira vista entender a complexidade das estruturas visuais criadas, mais com uma certa dose de paciência, em questão de minutos, compreensões e análises de anos de dados começam a fluir.

A ideia por trás do projeto é apresentar o potencial de desenvolvimento das nações. Economias mais diversificadas tem maiores potenciais de produzir produtos mais complexos no futuro. Para se chegar a esse potencial a educação e a conectividade individual do cidadão com o todo são críticos no desenvolvimento do conhecimento coletivo de um país. É esse conhecimento coletivo que possibilitará a diversificação da economia, uma vez que, atrai e cria industrias não existentes.

O projeto não só ajuda o cidadão comum a entender dados tão complexos e extensos, mais economistas, investidores e governos, constituindo-se como uma ferramente para ajudar pessoas e governos a entender melhor o comportamento econômico de seus países, bem como a natureza complexa da economia.

Você pode ver e interagir com o projeto aqui.

Você já se perguntou de onde veio aquele post bacana que você replicou no perfil de sua rede social? Ou ainda, qual a repercussão que ele obteve? É para responder essas questões que o google lançou o Google+ Ripples. Esta ferramenta permite visualizar em tempo real, a repercussão de um post nas redes do google+.

Nela é possível ver o perfil de origem do post, além da repercussão, representada pelos círculos que se desdobram da origem. Eles variam de tamanho conforme o peso que eles tiveram na repercussão do post. Desdobramentos em sua propriá rede de contatos criam círculos dentro dele mesmo.  É possível ainda  navegar pela timeline e observar o comportamento dos ripplies.

O mais bacana é que todos tem acesso a essa ferramente, e é possível verificar a repercussão de seus posts, de amigos, e daquele post misterioso, que você achou bacana e não sabe de onde veio.

Fazer uma análise crítica de dados, é umas das diversas possibilidades que podem ser empregadas na visualização de dados. Diante da persistente divisão racial, em várias cidades americanas, o desenvolvedor Jim Vallandingham, criou esta interessante visualização, tendo como base os dados do IBGE americano, divulgados em 2010.

Ele fez uma abordagem visual, que enfatiza graficamente as dispariedades demográficas, no que se refere a ocupação territorial das cidades, enfatizando questões como a divisão terriorial, a existência de zonas raciais e suas relações com a cidade.

Na visualização, brancos e negros são representados por cor. Espaços demográficos com uma composição racial semelhante se agrupam e os que possuem uma composição dispare, se fragmentam e se afastam do resto.

Mais cidades e visualizações aqui, no site do projeto.

A visualização de dados, é uma ferramenta incrível para fazer relações entre dados gigantes e transforma-los em informações reveladoras. A final, você já pensou em relacionar as fotos feitas pela NASA da Terra a noite e os usuários do facebook no mundo? Foi exatamente que o artista e estudante do MIT Ian Wojowicz fez.

Nesta visualização, ele colocou em contrastes opostos as duas visualizações, os usuários do facebook em preto, e em amarelo os não usuários, revelando que grandes regiões do planeta não usam o facebook. Por que será?

Em destaque as regiões em que as pessoas não usam facebook.



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