vislumbres sobre visualidade

Remapear o mar

Posted on: 05/07/2011

Se Moisés moveu os mares, eu não sei, mas na escultura Tele-present Water o artista David Bowen conseguiu trazer o mar para a galeria, por tele-presença. O sistema recebe dados em tempo real do National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA que capta frequência, intensidade e movimento das ondas em um determinado ponto do Alaska e transfere para a escultura que reproduz as superfícies do mar, como se fosse um wireframe. A escultura estava exposta na Polônia.

E não foi só o mar que o artista ‘transportou’ para as galerias. O vento foi o tema de outra obra com processo similar, que captava a aceleração do vento em Minnesota e reproduzia nos gravetos dentro de uma galeria em Moscou.

Se você gosta de esculturas cinéticas e remapeamento de dados, vale a pena dar uma olhada nesse portfolio.

(via Triangulation Blog)
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2 Respostas to "Remapear o mar"

Nossa! É um pouco estranho o homem querer representar a natureza, assim reproduzir a mesma sensação (do natural) num ambiente artificial.

Não acho estranho exatamente, na verdade se tem uma outra percepção do que seria um evento natural. No caso do mar, uma superfície tão organica é representada geometricamente, com arestas; e no caso do vento o mais interessante é você ver algo que está submetido ao vento(por telemediação), sem sentir ele por completo. Acho isso bem curioso, porque se transfere os dados e o contato se limita a apenas alguns sentidos, a visão, a audição, mas subtrai o tato.

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